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Guterres alerta: "A Guerra Fria voltou"

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Guterres alerta: "A Guerra Fria voltou"

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Entre manifestações de força, a tensão entre os EUA e a Rússia por causa de uma possível intervenção militar na Síria parece estar longe de esmorecer.

Esta sexta-feira houve troca de acusações no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a "Guerra Fria voltou" e sublinhou , durante uma reunião solicitada pela Rússia, que a situação atual na Síria representa o maior perigo para a paz e segurança mundiais.

"As tensões crescentes e a incapacidade de alcançar um compromisso para estabelecer um mecanismo de responsabilização ameaçam levar a uma escalada militar completa. Tenho reiterado as minhas preocupações profundas acerca dos riscos do impasse presente e enfatizei a necessidade de evitar que a situação fique fora do controlo", sublinhou Guterres.

A Rússia defende que o alegado ataque químico em Douma, na Síria, foi uma montagem e que os EUA e aliados querem usá-lo como pretexto para atuar contra o regime de Damasco. Washington está convencido de que foi uma realidade.

"O Presidente dos EUA ainda não tomou uma decisão sobre ações possíveis na Síria. Se os EUA e os nossos aliados decidirem actuar na Síria será em defesa de um princípio sobre o qual todos estamos de acordo. Será em defesa de uma norma internacional que beneficia todas as nações. Os EUA consideram que Assad usou armas químicas na guerra síria pelo menos 50 vezes. As estimativas públicas apontam para 200", referiu Nikki Haley, embaixadora dos EUA na ONU.

O homólogo russo, Vassily Nebenzia, contra-atacou: "Continuamos a assistir a preparativos militares perigosos para um ato ilegal de força contra um estado soberano, o que constituiria uma violação da lei internacional. Não só o uso da força mas também as ameaças são uma violação à Carta das Nações Unidas. É precisamente isto que temos visto na retórica recente e nas ações de Washington e de alguns aliados."

O embaixador russo na ONU diz que há risco de guerra se Washington avançar. Esta sexta-feira a Rússia acusou ainda o Reino Unido de participar na montagem do suposto ataque. O ministério britânico dos Negócios Estrangeiros classificou as acusações de "ridículas."