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Estados alertam para guerra comercial com os EUA

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Estados alertam para guerra comercial com os EUA

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Depois da Comissão Europeia chega a vez dos líderes políticos reagirem ao aumento das tarifas aduaneiras sobre a importação de aço e alumínio implementado pelos Estados Unidos da América.

Trump declarou o fim daquilo a que chama "a era da submissão" do país aos interesses internacionais e anunciou um aumento de impostos sobre a importação de 25% no caso do aço e 10% no do alumínio.

Em entevista, num programa de televisão, Jean-Yves Le Drian reagiu às medidas: "É uma decisão brutal e inaceitável. É a lei do mais forte, mas os negócios estrangeiros, as relações internacionais não são abrangidas pela lei do mais forte. As relações internacionais não são o Faroeste... Nós não queremos entrar numa guerra comercial. E achamos que este isolacionismo agressivo levado a cabo pelo presidente Trump tem de acabar em algum momento".

Para além da União Europeia, entre os visados desta medida estão também o México e o Canadá

"Permitam-se ser claro: estas tarifas são totalmente inaceitáveis", afirmou o Primeiro-Mininstro do Canadá, Justin Trudeau, seguido pela Ministra dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Chrystia Freeland:

"Isto é uma retaliação de 16 mil e 600 milhões de dólares. Esta é a maior ofensiva comercial contra o Canadá no pós-Guerra".

Também o México promete retaliar com o aumento de impostos sobre produtos, cuja importação é essencial para estados apoiantes de Trump.

Ildefonso Guajardo, Ministro da Economia do México, também já reagiu publicamente: "Anunciamos hoje que vamos tomar medidas equivalentes às tomasdas pelos Estados Unidos, em termos do impacto no fluxo comercial".

Apesar da subda de tom das declarações, todos os países manifestaram vontade em que estas medidas não venham a desencadear uma guerra comercial e o desejo de voltar rapidamente às negociações.