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Migrantes "reféns" do braço-de-ferro entre Itália e Malta

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Migrantes "reféns" do braço-de-ferro entre Itália e Malta

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Impotentes perante a discórdia entre Itália e Malta, mais de 600 migrantes continuam a bordo do navio Aquarius.

A embarcação, operada pelas organizações não-governamentais Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo, continua em mar alto, à espera de uma solução para atracar mas nem tudo é negativo.

O autarca de Palermo, Leoluca Orlando, já deixou claro que não vai acatar as ordens do ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, para encerrar todos os portos ao Aquarius. Nápoles, Messina e Régio de Calábria também se mostraram em sintonia para contrariar Salvini.

O líder da Liga Norte tinha desafiado Malta a receber a embarcação, mas o primeiro-ministro maltês já fez saber teve uma conversa telefónica com o homólogo italiano.

Joseph Muscat assegurou que o país não receberá a embarcação e que a lei internacional requer que os migrantes sejam levados para portos italianos.

O coordenador dos Médicos sem Fronteiras revelou à correspondente da Euronews, Anelise Borges, que a embarcação tem água e alimentos suficientes para dois ou três dias. Dos 629 migrantes a bordo do Aquarius contam-se 123 menores não acompanhados, 11 crianças e sete mulheres grávidas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados apelou às autoridades de Itália e de Malta, bem como aos outros atores implicados, para permitirem o desembarque "seguro e rápido."

Matteo Salvini mantém a posição inicial. Recorreu ao Twitter para dizer também "Não" à embarcação Sea Watch 3, que se encontra ao largo da costa líbia à espera de receber migrantes.

Sublinhou que "Itália parou de baixar a cabeça e obedecer."