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Polos Opostos do Discurso Populista Colombiano lideram Presidenciais

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De  Sandra Valdivia Teixeira
Polos Opostos do Discurso Populista Colombiano lideram Presidenciais
Direitos de autor  REUTERS/Henry Romero

Polos opostos do discurso populista colombiano lideram as presidenciais.

Iván Duque e Gustavo Petro foram os candidatos com mais votos na primeira ronda, mas são também os políticos mais temidos.

42 por cento dos colombianos receiam que o ex-presidente Álvaro Uribe, que apoia Duque, regresse, através deste, ao poder.

O irmão Cecilia Arena, da fundação MAFAPO, Mario Alexander Arenas Garzón, foi assassinado durante o mandato de Uribe. Membros do exército nacional colombiano alegaram que Garzón pertencia a uma guerrilha em 2008. 

Cecilia diz que o ex-presidente deveria ser responsabilizado pelo crime: "Mais de 10.700 crimes contra os Direitos Humanos foram completamente esquecidos. Não podem ser declarados. Ninguém se atreve a falar. Ninguém diz nada. Se o vencedor for o senhor Duque, que anda de mãos dadas com Uribe, vai ser o mesmo. Mais medo. Mais impunidade".

Por outro lado, 52 por cento dos colombianos temem que Gustavo Petro se torne presidente. 

Petro é um ex-guerrilheiro do M-19 de extrema-esquerda e o seu papel autoritário enquanto presidente da Câmara de Bogotá também não o favorece. Petro é visto por muitos como o Hugo Chavez colombiano.

Andrés Dávila, da Universidade Javerina de Bogotá, conta: "Foi já criada a ideia de que, com Petro, iríamos ter um "castro-chavismo". Há até alguns mitos urbanos que dizem que no dia seguinte o investimento estrangeiro começa a cair, as pessoas começam a retirar os capitais e os ricos começam a vender os apartamentos".

Héctor Estepa, Euronews: O pacto de Havana com as FARC volta a ser colocado à prova nas urnas. Gustavo Petro defende o pacto tal como foi assinado em Cuba. Iván Duque planeia modificá-lo para que, entre outras coisas, os guerrilheiros condenados por crimes contra a humanidade não se possam sentar no congresso.