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Russos assinalam 100 anos sobre execução do último czar

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Russos assinalam 100 anos sobre execução do último czar

Patriarca Kirill
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Na Rússia, uma procissão noturna em Ecaterimburgo assinalou os cem anos sobre a morte do último czar russo, Nicolau II.

"Após este crime não apenas a Rússia mas o mundo inteiro passou a viver uma realidade diferente"

Maxim Minyailo Padre, Igreja do Sangue Derramado

O monarca, a mulher e cinco filhos foram executados por soldados bolcheviques em Ecaterimburgo, 18 meses após o monarca ter abdicado do poder na sequência da revolução de fevereiro de 1917.

A procissão teve início na igreja do Sangue Derramado, construída em 2003 no local onde a Família Real russa teria sido fuzilada.

"Em primeiro lugar, estou muito triste pelo que aconteceu aqui precisamente há 100 anos. Em segundo lugar, claro, foi também aqui que nasceram os novos mártires, os mártires reais", afirma Pavel Kulikovskiy, bisneto de Alexandre III da Rússia.

Milhares de pessoas participaram na procissão que começou depois da meia-noite.
A procissão foi liderada pelo Patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa.

A procissão começou na Igreja do Sangue Derramado e terminou no local onde os corpos foram sepultados a cerca de 21 quilómetros de distância.

O Patriarca Kirill canonizou o czar e a família como mártires.

"Após este crime não apenas a Rússia mas o mundo inteiro passou a viver uma realidade diferente. Na Rússia teve início uma perseguição cruel à Igreja, foi também aqui que começaram as guerras fratricidas, a era do sofrimento do nosso povo. O começo de todos estes problemas, deste sofrimento, foi este crime horrível que teve lugar aqui", adiantou Maxim Minyailo, padre na Igreja do Sangue Derramado.