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Águas da barragem colapsada chegam ao Camboja

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Águas da barragem colapsada chegam ao Camboja

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A força das águas da barragem em construção de Xe-Namnoy, que colapsou no Laos, na segunda-feira, chegou ao vizinho Camboja, levando à frente 17 comunidades rurais e deixando milhares de deslocados na província de Stung treng, no nordeste do país.

De acordo com as autoridades do Camboja, quase seis mil pessoas tiveram de deixar as suas casas, que rapidamente ficaram totalmente submersas pela água.

Esperam-se novas operações de resgate nos próximos dias, num país politicamente instável e que organiza umas polémicas eleições legislativas, no domingo.

No Laos, o número oficial de desaparecidos, na província de Attapeu, encontrava-se, quinta-feira, nos 131.

Os trabalhos de resgate, levados a cabo pelas equipas tailandesas e chinesas, viram-se dificultados pelas águas da monções, já que várias estradas foram parcial ou totalmente destruídas.

Reuters
Até ao momento, as autoridades laocianas dizem que há 19 mortos confirmados e 131 desaparecidos. Teme-se que o número possa ser muito maior.Reuters

O primeiro-ministro laociano, Thongloun Sisoulith referiu, em comunicado oficial, o número de desaparecidos, mas não houve qualquer referência quanto ao número de mortos.

De acordo com a AFP, o cônsul tailandês no Laos, presente no terreno, falava de pelo menos 26 corpos encontrados.

A agência noticiosa Estatal do Laos, a KPL, referiu, nos dias anteriores, a existência de 19 mortos.

O Governo do Laos, de regime comunista, gere de perto os meios de comunicação de forma vigilante. Vienciana não confirmou, até quinta-feira à tarde, o número referido pelo diplomata do país vizinho.

Existem vários projetos como a barragem de Xe-Namnoy em curso atualmente no Laos, um dos países mais pobres do sudeste asiático e que ambiciona tornar-se num centro regional de produção energética, para abastecer os mercados dos países vizinhos, como China e Tailândia.

Mas as organizações de defesa do meio ambiente falam em projetos com graves consequências para a fauna e flora locais, especialmente no sul do país. As grandes construções afetam também, dizem as organizações, as comunidades rurais, que dependem das terras para sobreviver.