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Estados Unidos interessados na expansão do porto de Sines

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De  Rodrigo Barbosa  com Lusa
Estados Unidos interessados na expansão do porto de Sines
Direitos de autor  Lusa/EPA/Tiago Canhoto

As empresas norte-americanas têm um forte interesse na expansão do porto de Sines, em Portugal, devido à posição estratégica nas exportações de Gás Natural Liquefeito (GNL) para a Europa.

A afirmação foi feita pelo Secretário da Energia dos Estados Unidos, Dan Brouillette, durante uma visita ao porto de águas profundas no distrito de Setúbal:

"É um projeto emocionante para o governo e a indústria dos Estados Unidos e penso que isso é visível pelo número de empresas que trouxemos aqui hoje para ver estas operações. Como sabem, os Estados Unidos tornaram-se num exportador de petróleo e gás, e o Gás Natural Liquefeito é um combustível de transição importante em muitos casos e para muitos países europeus. Nós pensamos que este porto, em particular, serve como uma importante porta de entrada para a Europa."

A visita foi acompanhada pelo ministro português das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos:

"Esta visita sinaliza o interesse dos Estados Unidos na possibilidade do porto de Sines ser usado como porta de entrada da energia, nomeadamente do gás, em toda a Europa."

Costa sublinha importância estratégica de Portugal

Brouillette foi também recebido esta quarta-feira em Lisboa pelo primeiro-ministro António Costa que, através de uma mensagem no Twitter, explicou que frisou ao representante norte-americano "a posição estratégia única" e o "papel crucial" de Portugal para assegurar o "abastecimento e segurança energética da Europa".

Costa já tinha promovido o papel estratégico do porto de Sines durante a visita realizada em 2018 aos Estados Unidos. 

O governo português lançou em outubro do ano passado um concurso público internacional para a construção e gestão de um novo terminal de contentores no porto europeu mais próximo do Canal do Panamá. 

O interesse demonstrado por empresas chinesas terá, certamente, provocado desconforto em Washington.

Outras fontes • New York Times