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Não há "justificação científica" para restringir voos diz Presidente da África do Sul

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De  euronews
Não há "justificação científica" para restringir voos diz Presidente da África do Sul
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O presidente da África do Sul faz um apelo aos países que impuseram restrições nos voos, devido à variante omicron: pede que as viagens sejam restabelecidas - alegando que não existe "justificação científica". Para ele a nova variante detetada deve funcionar como um alerta, para combater a desigualdade no que toca à vacinação.

Estamos profundamente decepcionados com a decisão de vários países de proibir viagens de vários países da África Austral, incluindo o nosso. Em vez de proibir as viagens, os países ricos do mundo precisam de apoiar esforços das economias dos países em desenvolvimento, para aceder e fabricar doses de vacinas suficientes para a sua população, sem mais demora.
Cyril Ramaphosa
Presidente da África do Sul

O presidente da África do Sul pediu ainda que a população seja vacinada. Atualmente, a taxa de vacinação é de 24% - se não aumentar, poderão ser levantadas restrições no país.

Estávamos preocupados porque parecem ter havido tentativas de estigmatizar a variante e o país onde foi detetada. A deteção neste caso foi tratada como origem, o que, novamente, não deve ser um problema, mesmo que a variante tenha tido origem no Botsuana. A questão deve ser a presença da doença - que deveria exigir que todos fizessem o possível para evitar sua transmissão.
Dr. Edwin Dikoli
Ministro da Saúde do Botswana

A África do Sul, que deu o alerta na semana passada sobre a existência da omicron, lamenta agora tê-lo feito. O país viu-se isolado do mundo depois do alarme.

A Organização Mundial da Saúde lançou um alerta, para que os países não imponham restrições às viagens se forma apressada, mas que procurem uma "abordagem científica e baseada no risco". 

Ainda segundo a OMS não há indicações que a omicron provoque casos mais graves de COVID-19 ou dê origem a sintomas diferentes de outras variantes.