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Bolonha vive onda de solidariedade com estudante egípcio

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De  Ricardo Figueira  & Luca Palamara
Bolonha vive onda de solidariedade com estudante egípcio
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Um apoio que atravessa os muros da prisão - foi assim que Patrick Zaki, o estudante egípcio da Universidade de Bolonha detido no país natal por delito de opinião, se exprimiu para agradecer as mais de mil de cartas de encorajamento que recebeu, graças ao apelo feito pela Universidade, que disponibilizou um endereço de correio eletrónico para esse efeito.

Zaki foi libertado no dia 8 de dezembro, mas continua impedido de sair do Egito e aguarda julgamento.

A iniciativa nasceu com o primeiro confinamento, há quase dois anos, e mantém-se: "O que mais nos impressionou foi a espontaneidade e a unanimidade dos sentimentos que Patrick consegue despertar, não só dos estudantes e professores, mas de qualquer cidadão, em Itália e em todo o mundo", diz Federico Condello, professor na Universidade.

As cartas chegaram de Itália e também do resto da Europa, da Rússia, dos Estados Unidos ou da América Latina. 

“Patrick, somos um grupo de raparigas estudantes e estamos tão contentes com a notícia, que deixámos a aula mais cedo para comemorar. Brindámos a ti, mas ao mesmo tempo sentimo-nos culpadas, porque podemos frequentar as aulas e tu não", diz uma das cartas dirigidas a Zaki lidas por Condello.

Pode ser considerada uma forma de comunicação obsoleta, mas a força de enviar cartas continua a ser grande, porque reflete o poder que muitos têm de, pelo simples facto de mostrarem apoio moral, ajudarem a mudar as coisas.

O único crime de Patrick foi ter escrito um artigo em defesa da minoria copta no Egito. O julgamento está marcado para o dia um de fevereiro. Na Universidade de Bolonha, todos estão do lado dele nesta luta. Rita Monticelli, docente na Universidade, diz: "O Patrick é um jovem brilhante, muito generoso, muito simpático, mas não é esse o ponto. A Universidade tem o dever e o direito de pedir justiça por um dos seus estudantes. O Patrick é um cidadão egípcio, mas é também um estuante italiano da Universidade de Bolonha e um estudante europeu".

O pensamento crítico e a liberdade de pensamento são os valores em causa na história de Patrick. Valores que os estudantes, professores e cidadãos de todo o mundo querem defender nesta campanha.