This content is not available in your region

Amnistia Internacional acusa Israel de "apartheid" contra palestinianos

Access to the comments Comentários
De  Euronews
Amnistia Internacional acusa Israel de "apartheid" contra palestinianos
Direitos de autor  Mahmoud Illean/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved   -  

A Amnistia Internacional (AI) descreveu a política de Israel em relação aos palestinianos como "apartheid", acusando o estado heraico de os tratar como um "grupo racial inferior".

A acusação foi feita numa conferência de imprensa em Jerusalém, esta terça-feira.

A organização tinha-se juntado Em abril de 2021, a ONG's palestinianas e israelitas que utilizaram o termo "apartheid" para se referir às políticas de Israel em relação aos palestinianos e árabes israelitas, descendentes de palestinianos que permaneceram em Israel após a criação do país em 1948.

A secretária-geral da organização, Agnes Callamard, afirmou: "Estamos aqui hoje para apelar à comunidade internacional uma ação resoluta contra o crime contra a Humanidade que está a ser perpetrado..."

O governo israelita não tardou a reagir, pela voz do ministro dos Negócios Estrangeiros. Yair Lapid disse: "No passado, a Amnistia foi uma organização respeitável, mas já não é. Hoje é precisamente o oposto. Já não é uma organização de direitos humanos, mas mais uma organização que ecoa propaganda, sem verificar seriamente os factos. Em vez de procurar a verdade, a Amnistia faz eco das mesmas mentiras partilhadas pelas organizações terroristas".

No relatório divulgado antes da conferência de imprensa, a Amnistia Internacional insta o Conselho de Segurança da ONU a impor um "embargo" à venda de armas ao Estado judeu, e pede ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que tem em curso uma investigação por "crimes contra a Humanidade" cometidos contra os palestinianos, para acrescentar o "crime de apartheid" ao processo.

Callamard diz que "quer vivam em Gaza, Jerusalém Oriental, no resto da Cisjordânia ou Israel, os palestinianos são tratados como um grupo racial inferior e sistematicamente privados dos seus direitos", acrescentando: "Os cidadãos árabes de Israel não terão a mesma experiência de apartheid que os de Gaza, mas isso não significa que não exista um regime de apartheid". A responsável pela AI diz, no entanto, querer evitar comparações com a África do Sul.

A Autoridade Palestiniana, que controla parte da Cisjordânia ocupada, elogiou a AI pelo seu trabalho "corajoso e justo" em nome do povo palestiniano.

O movimento islamista Hamas, que está no poder na Faixa de Gaza e é considerado terrorista por Washington e pela União Europeia, aplaudiu o "profissionalismo" da ONG.

Chegada a Jerusalém na semana passada, Callamard manteve conversações na Cisjordânia e em Israel, mas não falou com funcionários diplomáticos israelitas apesar de um pedido feito "em outubro" às autoridades.