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Prisão perpétua sem condicional para principal acusado de atentados de Paris

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De  Euronews
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Salah Abdeslam, o único réu presente no julgamento dos atentados de 2015
Salah Abdeslam, o único réu presente no julgamento dos atentados de 2015   -   Direitos de autor  AP

Mais de seis anos depois daquele que é considerado o pior crime do pós-guerra em França, Salah Abdeslam foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional. 

A sentença do único atacante em vida do comando responsável pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris foi ditada ao fim da tarde num tribunal especial na capital francesa.

Trata-se da mais severa pena atribuída em França e só imposta em casos muito raros.

Gérard Chemla, advogado das partes civis:"As sentenças ditadas não são excessivas. São adequadas com os factos e com aqueles que os cometeram. Penso que é u m momento de satisfação para todos ou, pelo menos, para a Justiça."

Philippe Duperron, pai de uma vítima:"Estou convencido que a severidade extrema vai satisfazer as expetativas de um grande número de pessoas e de vítimas. As vias para um recurso continuam abertas e o prazo é de dez dias, por isso vamos esperar esses dez dias."

Jean Reinhart, advogado das partes civis:"Penso que, no caso das penas pesadas pronunciadas certamente com razão, haverá um recurso e teremos a oportunidade de nos voltarmos a reunir e debater."

Arthur Dénouveaux, presidente da associação Life for Paris:"Penso que se as vítimas queriam estar juntas na sala de audiências hoje, não era tanto para ver os réus, mas para estar juntar. É essas a mensagem destes seis anos e meio e é para isso que existem as associações, porque a forma de enfrentar este horror é reconstruir-se em grupo. Precisamos de sentir cada um de nós e mantermo-nos juntos para ouvir a Justiça, seis anos e meio depois, todos juntos."

130 pessoas perderam a vida naqueles que são considerados os piores atentados de sempre cometidos em solo francês.

Os restantes 19 réus foram condenados a penas de dois anos à prisão perpétua, dependendo das acusações.