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Refugiados ucranianos sem alojamento em Espanha

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De  Carlos Marlasca
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A família pondera regressar à Ucrânia
A família pondera regressar à Ucrânia   -   Direitos de autor  Euronews

Espanha não tem sido o que a família de Valentyna Kansian esperava. A jovem fugiu com a avó e os dois filhos de Kiev, após a invasão russa, no início de junho. Depois de passarem pelo primeiro centro de acolhimento agora diz que não têm para onde ir...

"Durante uma semana vivemos num hotel em Pozuelo (na região de Madrid, onde fica o primeiro centro de acolhimento), depois com as malas com as raparigas desde a manhã até à noite procurávamos um lugar para passar a noite, procurando onde comer, onde ir, a quem pedir ajuda... Em que organização", lamenta.

Diferentes organizações enviaram-nos para alojamentos nas províncias de Orense e Vitoria... No entanto, não havia lugar e regressaram a Madrid onde têm permanecido na rua. As noites passam-nas num albergue graças à caridade até que uma associação consiga ajudá-los...

"Honestamente, em Espanha não é mais seguro do que na Ucrânia, até pensámos em voltar para a Ucrânia. Porque esperávamos ajuda, mas acabámos por nos encontrar na rua, num país estrangeiro sem dinheiro, sem comida, sem alojamento. É muito perigoso, temos dois filhos pequenos e, em geral, é muito stressante", afirma Valentyna.

A Fundação Madrina, que encontrou um lugar para esta família, tem um centro de atendimento onde recebem chamadas de mulheres ucranianas, mas também da população espanhola que as recebe e que apresenta as suas queixas, com esta que relata Anastasiia Lvova: "Esta família está connosco há três meses. As contas de eletricidade e água subiram muito. Não podemos tomar conta desta família".

"Desde o início da guerra chegaram a Espanha cerca de 125.000 refugiados ucranianos. O Governo anunciou uma ajuda de 400 euros a partir de julho para aqueles que ficaram de fora do sistema de acolhimento público por não terem passado por uma das fases", relata o jornalista da euronews Carlos Marlasca.

Mas a Fundação acredita que há algo ainda mais importante: ajudá-los a trabalhar. o Presidente da Fundação, Conrado Giménez, apresenta soluções:

"Favorecer a incorporação imediata destes trabalhadores no sistema de emprego espanhol com a homologação imediata das suas qualificações e, por outro lado, favorecer as empresas na sua contratação com deduções fiscais".

O Ministério espanhol da Inclusão, Segurança Social e Migração nega que haja famílias ucranianas que não tenham sido alojadas, uma vez que diz ter lugares suficientes para pessoas deslocadas desta antiga república soviética.