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Atentado em Cabul matou mais de 20 pessoas e deixou dezenas feridas

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De  Maria Barradas  com AP, EFE
Mesquita Siddiquiya, em Cabul, onde ocorreu a explosão que matou mais de 20 pessoas e deixou dezenas feridas
Mesquita Siddiquiya, em Cabul, onde ocorreu a explosão que matou mais de 20 pessoas e deixou dezenas feridas   -   Direitos de autor  AP Photo   -  

Subiu para 21 mortos e 33 feridos o registo das vítimas do atentado numa mesquita, em Cabul, a capital do Afeganistão.

De acordo com uma testemunha ocular, a explosão foi levada a cabo por um bombista suicida.

Entre as vítimas está um clérigo proeminente - Amir Mohammad Kabuli - e diversas crianças.

Uma testemunha, que sobreviveu ao ataque, conta: "Era hora da oração da noite, e eu estava a assistir à oração com outras pessoas quando a explosão aconteceu. Foi uma explosão muito poderosa dentro da mesquita.

O atentado ainda não foi reivindicado

A filial local do grupo Estado Islâmico (EI) intensificou os ataques contra os talibãs e os civis desde a tomada do poder pelos talibãs há um ano, tornando-se a principal ameaça à segurança no país.

O EI reivindicou a responsabilidade pelo ataque da semana passada a uma escola madraça ou corânica, em Cabul, na qual a conhecida figura religiosa talibã, Rahimullah Haqqani, que tinha defendido publicamente o direito das mulheres à educação e ao trabalho, foi morta.

De acordo com informações partilhadas por alguns dos seus pupilos e funcionários talibãs, Haqqani era conhecido pela sua fervorosa oposição ao EI, que alegadamente tentara matá-lo em vários ataques no vizinho Paquistão, onde se tinha instalado durante a invasão americana que terminou há um ano.

No mês passado, três proeminentes líderes religiosos foram alvo de ataques em Cabul e houve assassinatos noutras cidades.

O porta-voz principal do governo talibã, Zabihullah Mujahid, expressou a condenação da sua administração à "explosão da mesquita" e assegurou que "os assassinos e autores de tais crimes serão em breve apanhados e punidos pelos seus atos hediondos", mas o governo tem-se revelado impotente para travar estes ataques.