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Verdi e Ludovic Tezier na Ópera de Zurique

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Verdi e Ludovic Tezier na Ópera de Zurique
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De  Katharina Rabillon

Bartion Ludovic Tezier, um dos maiores barítonos da sua geração, brilhou na Casa de Ópera de Zurique. O músico francês encarnou o papel de um aventureiro dos mares que se tornou o Duxe de Génova na trágica ópera de Giuseppe Verdi, "Simon Boccanegra".

Andreas Homoki encenou esta uma ópera com prólogo e três atos, que estreou em 1857, no Teatro La Fenice em Veneza.

O Mundo de Simon Boccanegra

Para Ludovic Tezier, o caminho entre o camarim e a entrada no palco” é uma espécie de câmara de ar entre dois mundos, o mundo de Ludovic Tézier e o mundo de Simon Boccanegra ”. O barítono elogia a personagem desta ópera sombria e o compositor italiano. "Verdi é um compositor brilhante", diz o músico sublinhando que “quem tem as suas partituras nas mãos, quando as decifra, percebe que cada página é um choque".

"Simon Boccanegra " é um drama familiar que avança num contexto de tensão política. A ópera de Verdi conta a história de um aventureiro que se torna o Duxe de Génova, num crescendo de Emoções Para o encenador Andreas Homoki "Há sempre este leitmotiv em Verdi, estes pais e as filhas fortes e estas distorções nas famílias".

Ludovic Tezier lembra que Verdi perdeu os filhos quando eram crianças. Por isso, diz, “há sempre uma busca por estes anjos perdidos e pela sua paternidade que o destino lhe roubou”. Para Tezier, “esta busca é comovente e percorre toda o percurso de Simon".

Um drama sombrio

O momento mais emocional desta ópera acompanha o reencontro de Simon Boccanegra com a filha, há muito tempo perdida. A soprano Jennifer Rowley explica que “apesar de haver uma tensão e uma vontade de querer abraçar, os dois, de certa forma, recuam e dizem: isto é muita emoção ao mesmo tempo. Vamos dar um passo atrás e vamos realmente sentir o que estamos a sentir e desenvolver uma relação". 

A felicidade dura pouco . Boccanegra é envenenado depois de ter encontrado a filha. Para Andreas Homoki, "Ele abre uma porta como que para num reino dos céus, como uma consolação. Ele não morre de uma forma naturalista, ele vai para outro mundo. Vai para o mundo das suas memórias".