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Acordo UE-Canadá: Bélgica falha pazo para convencer Valónia

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De  Isabel Marques da Silva  com Lusa e Reuters
Acordo UE-Canadá: Bélgica falha pazo para convencer Valónia

<p>Em nome do que diz ser a defesa do modelo social europeu, o líder do governo da região belga da Valónia mantém o “não” ao acordo de comércio União Europeia-Canadá. </p> <p>O socialista Paul Magnette explica que “o nosso pedido é que não haja tribunais privados que permitam às multinacionais atacar os Estados e fragilizar a legislação social, ambiental e os setores públicos. É um pedido que é largamente partilhado na Europa”.</p> <p>Após a nova ronda negocial, o primeiro-ministro belga também já confirmou que não vai ser possível cumprir o prazo de segunda-feira à noite, dado pelo presidente do Conselho Europeu, para chegar a acordo com aquela região.</p> <p>Por seu lado, o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, disse que “neste momento precisamos de paciência. A Comissão continua disponível para ajudar, com todas as contribuições necessárias para que este processo seja bem sucedido”.</p> <p>O acordo de livre comércio deveria ser assinado pelos 28 países da União Europeia e o Canadá, numa cimeira, na quinta-feira, mas é preciso unanimidade. </p> <p>Um habitante da Valónia diz que “para mim está perfeitamente claro que é um motivo de orgulho. A Valónia mostra um caminho alternativo, nomeadamente face ao que é defendido pela Comissão Europeia, ao defender um equilíbrio de poderes. O poder não pode ficar todo do lado do comércio. Estou muito orgulhoso”.</p> <p>Quando a Bélgica assina um tratado internacional, seja ele bilateral ou negociado pela Comissão Europeia, em nome dos Estados-membros, e o seu conteúdo afeta as competências das regiões ou comunidades (francófona, flamenga e germanófila), todos os níveis de poder envolvidos têm de dar a sua autorização.</p> <p>Face a este impasse, Charles Michel indicou que voltará a falar com o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para o informar oficialmente dos últimos desenvolvimentos, que poderão levar ao cancelamento da prevista deslocação do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, a Bruxelas.</p>