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Mediação continua afastada do impasse na Catalunha

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De  Isabel Marques da Silva
Mediação continua afastada do impasse na Catalunha

<p>Tal como as manifestações populares e os discursos políticos sobre a crise independentista da Catalunha, os apelos à mediação são uma constante. </p> <p>“É de diálogo que precisamos e foi criado algum espaço para isso. O chefe do governo regional da Catalunha, Carles Puigemont, absteve-se de declarar a independência e o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, não avançou com a suspensão da autonomia catalã. Agora, esses dois chefes de governo devem dialogar. Mas se nenhum tomar a iniciativa, talvez a Comissão Europeia deva oferecer os seus serviços para que se retome o diálogo”, disse, à euronews, Philippe Lamberts, eurodeputado belga e colíder dos Verdes no Parlamento Europeu. </p> <p>Mas os eurodeputados espanhóis do centro-direita e do centro-esquerda não querem nem ouvir falar de mediação. </p> <p>“A resposta não está na mediação. Não é esse o papel da União Europeia, pelo contrário. A União Europeia tem sido consistente na mensagem clara de que não há lugar na União para uma autoproclamada república da Catalunha, enquanto novo Estado-membro”, disse, à euronews, Juan Fernando López Aguilar, eurodeputado espanhol socialista. </p> <p>Para contornar a situação, tem sido sugerido convocar outros agentes diplomáticos internacionais, tais como as Nações Unidas e o Vaticano.</p>