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Ministros do Interior da UE discutem situação de refugiados

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De  Euronews
Ministros do Interior da UE discutem situação de refugiados
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Os ministros do Interior da União Europeia (UE) estão reunidos em Bruxelas à procura de uma resposta conjunta para a situação no Afeganistão, agora sob controlo dos talibãs.

Pressionados pela ameaça migratória, procuram prevenir uma crise idêntica à provocada pela guerra da Síria, em 2015.

Do encontro extraordinário desta terça-feira deverão sair medidas para deter o fluxo de migrantes às portas da Europa, incluindo a deslocação de mais guardas fronteiriços da Agência Europeia de Proteção de Fronteiras (Frontex) e a ajuda financeira aos países vizinhos do Afeganistão para acolher refugiados, de acordo com um esboço da declaração conjunta.

"Tudo o que se passa à nossa volta - no ano passado na região de Evros, há poucos meses em Ceuta, há poucas semanas na fronteira com a Lituânia e agora no Afeganistão - diz-nos que este é o momento político para um acordo sobre o Pacto para as Migrações e Asilo. A primeira mensagem é para nós. A segunda mensagem é que precisamos - juntamente com os parceiros internacionais da ONU, G7, G20 - de obter recursos e de construir capacidade e apoio mais perto do problema", sublinhou, à chegada ao encontro, o vice-presidente da Comissão Europeia, Margaritis Schinas.

Os ministros reúnem-se no dia que marca a retirada norte-americana do Afeganistão, ao fim de duas décadas.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) alertou que cerca de meio milhão de refugiados pode abandonar o Afeganistão até ao fim do ano.

Estados-membros disponíveis para receber afegãos

Vários Estados-membros da União Europeia mostraram-se disponíveis para receber afegãos que procuram deixar o país com receio de represálias por parte dos talibãs.

Portugal recebe esta terça-feira mais cerca de 20 afegãos que se juntam aos outros 66 que já estão no país, de acordo com a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Itália também mostrou disponibilidade para acolher cidadãos afegãos, ao contrário da posição da Áustria que fechou a porta a receber mais pessoas.