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Escolas contra a discriminação: como o movimento Special Olympics promove os ventos de mudança

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© Special Olympics   -   Direitos de autor  euronews

As escolas não são apenas paraísos académicos, mas também sociais, onde crianças e jovens se relacionam com os seus pares, trabalham em conjunto e exploram realidades diferentes das suas. O movimento Special Olympics (SO) tira partido do papel das escolas para promover a inclusão através do programa Unified Schools. Atualmente, quase 4 milhões de pessoas em todo o mundo estão unidas no combate à discriminação contra deficiências intelectuais, no âmbito da iniciativa SO.

Assente na missão da SO de utilizar o poder transformador do desporto para ajudar pessoas com deficiências intelectuais a descobrir novas forças e capacidades, competências e sucesso, a Unified Schools visa juntar jovens com e sem deficiências intelectuais (DI), envolvê-los em atividades atléticas, conhecidas como Unified Sports, e assim criar mais oportunidades para uma melhor inclusão. A expressão deficiência intelectual, o tipo mais comum de incapacidade de desenvolvimento, é utilizada para pessoas com limitações ao nível das competências e funcionamento cognitivo, incluindo competências de comunicação, sociais e autocuidado.

O programa recebeu um apoio fundamental da Fundação Stavros Niarchos (SNF), uma das principais organizações filantrópicas do mundo. "A Fundação tem sido um parceiro verdadeiramente transformador para o nosso movimento", diz Tim Shriver, que lidera o Conselho de Administração da Special Olympics Internacional e, nas últimas décadas, tem visto o movimento desenvolver-se em mais de 200 países de todo o mundo. "O apoio dado impulsionou a nossa plataforma Unified Schools a nível internacional, possibilitando à Special Olympics a oportunidade de levar o nosso trabalho a escolas dos quatro cantos do mundo. Esse apoio também deu ao nosso movimento a possibilidade de analisar os dados que gerámos ao nível das atitudes dos jovens, formação de docentes e formas como as escolas se tornaram mais fortes, mais resilientes e mais inclusivas através dos nossos modelos de programação."

Acabar com a segregação de estudantes com deficiência nas escolas não é uma tarefa fácil, sendo que a Special Olympics reconhece que pode ser um desafio defender a inclusão social quando nem mesmo a inclusão física faz parte do debate educacional. Mas o programa Unified Schools pode ser adaptado em conformidade, servindo de igual forma escolas que integram jovens com e sem DI, reunindo escolas de ensino especial e regular e estabelecendo a ligação entre escolas de ensino especial e organizações da comunidade dedicadas a pessoas com DI.

Maria Gkousiou, 24 anos, e Notalia Karagiorgou Gavala, 17 anos, constituem um dos pares unificados do programa SO na Grécia, onde o programa Special Olympics (SO Hellas) nas escolas tem funcionado desde 2018, registando enormes progressos na promoção da inclusão de jovens entre 12 e 18 anos com DI. Os pares unificados são constituídos por um atleta unificado com DI e o parceiro unificado, sem DI. Maria e Notalia conhecem-se desde 2015 e a sua amizade só ficou mais forte com a participação em eventos e atividades de SO.

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Líder da juventude da SO Hellas e atleta de sucesso dos Jogos Paralímpicos, Maria especializou-se em ciclismo de curta e média distância, tendo conquistado uma medalha de ouro nos 14.º Jogos Mundiais de Los Angeles e participado em muitos debates de líderes da juventude da SO Europe Eurasia. "Adoro o programa e gosto de estar com outras pessoas, jogar e falar, e também adoro basquetebol", diz Maria, cuja confiança e resiliência aumentaram desde que esteve envolvida na iniciativa SO.

Também líder da juventude da SO Hellas, Notalia frequenta a Escola Doukas, uma SO Unified Champion School, onde tem estado fortemente envolvida no planeamento e realização de eventos para o programa. Mais recentemente, trabalhou com o projeto "Play Unified": "Learn Unified", apresentado no evento High School Cross-cultural Education em Atenas. Mas o mais importante para Notalia é a proximidade com pessoas com DI. "Aderi ao programa porque queria aprender coisas novas, alargar os meus horizontes e ligar-me a pessoas com deficiências", diz Notalia. "Penso que me ajudou a tornar-me uma pessoa melhor, pois jogar com pessoas diferentes de mim fez-me ver que não existem fronteiras entre nós. As deficiências que possam ter não são obstáculos para nós nem para eles"

"Apesar da diversidade cultural do mundo, existe uma fome humana universal de ligação, relações e paz, uma atração pela importância da inclusão", diz Tim Shriver. Shriver diz que o foco do programa é também o fortalecimento da voz dos jovens com DI, que, por sua vez, podem ajudar a mudar as atitudes dos outros e a criar confiança para acabar com a divisão.

"A maioria dos programas de inclusão concentra-se em colocar as pessoas em proximidade física", continua Shriver. "Estamos interessados em proximidade social, confiança relacional, amizade, empatia profunda, em capacitar os jovens para serem agentes de mudança social, permitindo-lhes desenvolver a ligação social que os tornará defensores da inclusão ao longo da vida", diz Shriver.

Uma análise da eficácia das Unified Schools na Grécia mostrou resultados encorajadores ao nível da abertura dos jovens à inclusão. Os estudantes que participaram no programa disseram que têm agora nove vezes mais probabilidade de afirmar que podem aprender com pessoas que são diferentes deles e nove vezes mais probabilidade de sentir que podem fazer da sua escola um lugar melhor. Entretanto, 90 por cento dos estudantes com DI da SO Hellas tiveram uma opinião positiva sobre a forma como foram tratados pelos seus pares.

Com o apoio da SNF, a Special Olympics conseguiu transformar mais de 2000 escolas em Unified Schools, formar mais de 20 000 treinadores e educadores e fornecer programas a mais de 200 000 jovens de todo o mundo.

Ao olhar para o futuro, Shriver vê um futuro mais brilhante para a inclusão. "Vejo estes jovens que não têm DI e têm uma visão, olham para o futuro de forma diferente, que pode ser inclusivo, justo, positivo e em que se juntam a jovens com DI. A humanidade é bela e boa quando lhe é dada a oportunidade", diz Shriver, salientando que todo o programa visa fazer com que as pessoas com DI sejam vistas e ouvidas. "O caminho principal para a defesa de uma causa, para a mudança, é a voz da pessoa que sofreu ou que tem uma visão para mudar a situação. Precisamos das suas vozes. Não tenho dúvidas de que estes jovens nos estão a conduzir a um futuro mais esperançoso."