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Identidade europeia

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Identidade europeia

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Com a ajuda do ISCPA

Laetitia, Córsega, França: “Atualmente falamos da identidade europeia, dizemos que é preciso ser-se mais europeu que francês, eu gostaria de saber o que é, realmente, esta identidade europeia e o que representa para nós?”

Pascal Delwit, Professor de ciência política na Universidade Livre de Bruxelas, responde:

“Existe, ao nível da União Europeia, um determinado número de pessoas que promove, na União ou nos Estados Membros, a ideia de uma identidade, de uma cidadania europeia.

Não quer dizer que esta cidadania europeia deva prevalecer mas poderá existir, paralelamente, à cidadania nacional e regional, como acontece em muitas cidades dos Estados Unidos, onde as pessoas se sentem americanas mas, ao mesmo tempo, estão profundamente ligadas ao seu estado de origem.

Esta cidadania existe já, parcialmente, do ponto de vista político porque os cidadãos europeus podem votar nas eleições europeias no país de residência. Podem também votar nas eleições locais deste país, ainda que sejam de outra nacionalidade.

Por exemplo, um finlandês que viva na Córsega pode, se quiser, votar nas eleições autárquicas para esta ilha.

Hoje há um certo número de elementos de identidade que tentam, eu diria, recuperar esta ideia de identidade europeia e de cidadania europeia através da bandeira, do hino.

Também há tentativas para construir uma cidadania social e, evidentemente, há coisas mais importantes em termos materiais, por exemplo, a circulação de pessoas no Espaço Schengen e o euro para os países que o adotaram como moeda única.

Poderia seguir-se uma via de coexistência de identidades diferentes, o que é uma realidade tangível: uma cidadania europeia, uma cidadania nacional, uma cidadania regional e, evidentemente, uma cidadania municipal: o apego a uma cidade, local de residência, é muito importante para os cidadãos.”

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