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Que educação recebem as crianças refugiadas?

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Que educação recebem as crianças refugiadas?

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Nesta edição de Learning World apresentamos-lhe três reportagens sobre a educação que recebem, quando recebem, as crianças deslocadas. Alek Wek, uma refugiada do Sudão do Sul, tornou-se uma supermodelo. Como conseguiu? Outros refugiados jovens também podem reconstruir as suas vidas? Muitos projetos dão uma ajuda, mas será suficiente?
 

Ir à escola num campo de refugiados

Oitenta quilómetros a nordeste de Amã, o campo de refugiados de Zaatari é a casa de, pelo menos, 45 mil famílias sírias. Para fugir à violência, abandonaram o país natal com apenas algumas roupas. Muitas ONGs fazem o que podem para melhorar a qualidade de vida, especialmente das crianças que constituem quase metade da população do campo.
 
A UNICEF providencia educação primária e secundária a cerca de 4 500 jovens sírios nesta escola prefabricada. As raparigas têm aulas de manhã. Os rapazes à tarde. Uma rede de professores sírios e jordanos dá aulas de acordo com o programa estatal da Jordânia. O financiamento vem de vários países.
 

Rede de Educação em Situação de Emergência

Com milhares de organizações diferentes em todo o mundo a tentar providenciar educação a crianças refugiadas, é necessária coordenação. Está a cabo da Rede Inter-Institucional para a Educação em Situação de Emergência (INEE), uma rede sediada em Nova Iorque, onde se podem reunir, dialogar, para tentar evitar sobreposição e falhas. Unir todas estas pessoas é a tarefa da diretora Lori Heninger.

A comunidade internacional está a focar-se no acesso à educação primária, com a esperança de atingir o objetivo de desenvolvimento do milénio, de acesso universal à educação primária até 2015. A educação secundária está acessível a apenas 36% dos refugiados.
 

De criança refugiada a supermodelo

Alek Wek é hoje umas das supermodelos mais conhecidas. Há 20 anos era uma criança refugiada. A modelo do Sudão do Sul foi a primeira modelo negra a ser capa da Elle nos anos 90. Tem sido uma estrela das passarelas desde então.
 
Alek regressou ao país natal em julho, numa viagem com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados. Visitou a aldeia natal de Wau e o campo onde viveu com a família. Atualmente, há 214 mil refugiados no Sudão do Sul.