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Professores ecológicos previnem futuro do ambiente


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Professores ecológicos previnem futuro do ambiente

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Muitos gostariam de ver resolvidos os problemas relacionados com a poluição, mas relegam esse fardo para as gerações mais novas. Estão os mais jovens preparados para receber essa herança? Fomos até à Polónia conhecer um projeto escolar que mistura pedagogia e ecologia.

Karolina e Joanna, duas professoras polacas, decidiram mostrar às crianças as consequências de décadas de poluição industrial sobre o rio Bytomka, na cidade de Zarbze, uma das mais poluídas da Europa. É através de hábitos enraízados no dia a dia que se consegue proteger o ambiente, defendem as educadoras. Uma preocupação que se traduz em muitas das atividades no seu jardim-infantil. “Faço parte de um grupo de pessoas que tem o poder de influenciar as crianças, sobretudo em questões como esta. Cabe-nos partilhar essa informação com elas e com os nossos amigos, porque depois é tarde demais. Se não tratarmos dos resíduos agora, não haverá volta a dar”, declara Karolina Wojtala.

Aqui, ‘reciclar’ é palavra de ordem. Anualmente, cada europeu produz cerca de 500 quilos de lixo. Cerca de um terço dos detritos vai parar diretamente às lixeiras. Durante a última década, a Polónia conseguiu reduzir esta proporção mais do que qualquer outro Estado-membro.

Joanna Lenartowicz revela o seguinte: “os efeitos do meu trabalho com as crianças são bem visíveis. Observo-as diariamente, em várias situações. Por exemplo, antes as criancas desperdiçavam grandes quantidades de água quando lavavam as mãos. Agora, mesmo as crianças muito pequenas, depois de passarem uns meses aqui no jardim-infantil, quando não conseguem fechar a torneira, pedem-nos para fazê-lo, porque acham que é mau para o ambiente.”

As atividades de caráter ecológico em Zabrze são desenvolvidas em parceria com seis países, entre os quais Portugal. A colaboração é promovida pelo programa Comenius, um projeto europeu que incentiva a cooperação escolar a nível internacional. As escolas escolhem os parceiros através da plataforma online e-twinning e depois organizam visitas recíprocas. A diretora do jardim-infantil, Ludomira Borys Paradysz, afirma que “até agora, já visitámos uma escola na Turquia, onde comparámos métodos de trabalho. Visitámos uma escola pró-ecológica. Eles têm os seus próprios jardins, onde semeiam e recolhem ao longo de todo o ano. Os estudantes aprendem a lidar com as plantas, a cuidar delas, a respeitar o ambiente e a nao deitar lixo para o chão.”

Uma estação de tratamento de água – foi o maior investimento de sempre realizado em Zarbze. É para aí que são agora canalizadas as águas residuais que iam parar ao rio Bytomka. A responsável pela central costuma abrir as portas a estudantes. Grazyna Peciak considera que as gerações mais novas começam a mudar de atitude: “mostro-lhes a estação de tratamento, o coração da central, para que vejam onde vão parar os esgotos que saem das suas casas. Os mais jovens interessam-se muito por este processo, querem perceber como funciona, como é que as águas residuais chegam até aqui e como são tratadas. É uma atitude muito construtiva.”

A professora Karolina sintetiza os princípios inerentes à pedagogia ecológica: “todos os funcionários do jardim-infantil se envolvem ativamente na educação das crianças, o que torna o processo extremamente eficaz. Nota-se no comportamento delas, tornam-se amigas do ambiente de uma forma bastante responsável. Tenho a certeza que, no futuro, estas crianças vão ser ecologistas.”

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