2014: a sangrenta operação israelita "Margem Protetora" na Faixa da Gaza

Access to the comments Comentários
De  Euronews
2014: a sangrenta operação israelita "Margem Protetora" na Faixa da Gaza

<p>O verão de 2014 em Gaza foi marcado pelo derrame de sangue. Uma guerra relâmpago, desencadeada pela morte de jovens de ambos os lados do conflito, traduziu-se num braço de ferro entre Israel, o Hamas e a jihad islâmica. O balanço de um combate desigual cifrou-se em milhares de mortos palestinianos, muitos deles civis, na Faixa de Gaza, deixando um rasto de destruição.</p> <p>O conflito israelo-palestiniano não é de 2014. Tem, aliás, mais de quatro décadas. Mas no último verão registou-se um dos mais sangrentos episódios deste histórico conflito geopolítico e religioso. </p> <p>O rapto e assassinato de três jovens estudantes israelitas, a 12 de junho, e, depois, o homicídio de um jovem palestiniano no final do mês, agravaram o atrito junto à Faixa de Gaza, território controlado pelo Hamas. O lançamento de roquetes contra o território israelita terão estado na base da decisão de Telavive, onde se situa o Ministério da Defesa israelita, de lançar a 8 de julho a operação “Margem Protetora” (“Protetive Edge”, no original inglês). </p> <p>Num primeiro momento, as Forças de Defesa (<span class="caps">IDF</span>, na sigla inglesa) bombardearam de forma sistemática aquele território palestiniano controlado pelo Hamas. O braço armado desta organização islâmica respondeu com o o intensificar do lançamento de roquetes. Por vezes, centenas, por dia. </p> <p>O alegado objetivo da operação israelita era destruir armazéns de armamento das brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, e também os túneis secretos utilizados pelos membros do grupo para furar o bloqueio imposto por Israel nas fronteiras da Faixa de Gaza.</p> <p>Só nos primeiros dias, numa das imagens mais aterrorizadoras desta operação israelita, mais de dez crianças palestinianas terão morrido, vítimas dos bombardeamentos.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Op. Protective Edge: We embarked on a mission in Gaza to protect our home from Hamas rockets & terror tunnels <a href="http://t.co/5f971ZVGBn">pic.twitter.com/5f971ZVGBn</a></p>— <span class="caps">IDF</span> (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/514062762666782720">22 setembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A 17 de julho, as <span class="caps">IDF</span> avançaram para a invasão terrestre. Foi a primeira incursão militar terrestre de Israel na Faixa de Gaza desde 2009. Os raides aéreos mantiveram-se sobre o território. Os roquetes, no sentido inverso, também. O número de mortos, em particular de civis, não parou de subir e a uma velocidade impressionante.</p> <p>No início de agosto, já tinham morrido mais de 1700 palestinianos e cerca de 60 soldados israelitas. Do lado judeu, as baixas não eram superiores devido à ação do chamado “escudo protetor”, o sistema de defesa israelita que deteta e neutraliza projéteis aéreos.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>In less than two months, Hamas has fired more than 4,000 rockets at Israeli civilians. Share this. <a href="http://t.co/fBkqnVyVrs">pic.twitter.com/fBkqnVyVrs</a></p>— <span class="caps">IDF</span> (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/505260911142006784">29 agosto 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>A comunidade internacional – em particular os Estados Unidos, as Nações Unidas e os países árabes vizinhos – intensificou os contactos entre as partes com vista a um cessar-fogo. Representantes palestinianos e israelitas sentaram-se à mesa e várias tréguas foram estabelecidas. Algumas apenas por 24 horas. As últimas, a 26 de agosto. Embora, os ataques esporádicos e as acusações de parte a parte se mantenham, as tréguas continuam e os esforços diplomáticos para o processo de reconstrução da Faixa de Gaza.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Hamas was struck harder than ever. The numbers speak for themselves. <a href="http://t.co/3GObGIZQuJ">pic.twitter.com/3GObGIZQuJ</a></p>— <span class="caps">IDF</span> (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/506104993012002816">31 agosto 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Afinal, quem saiu a ganhar? A resposta não sorri a qualquer uma das partes. A destruição na Faixa de Gaza é massiva. A tragédia humanitária catastrófica. A forte ação militar de Israel, que atingiu sobretudo civis, foi condenada por todo o Mundo.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p><a href="https://twitter.com/hashtag/Infographic?src=hash">#Infographic</a>: Death toll on Gaza conflict, showing targets of Israeli airstikes, killing of Palestinians. <a href="https://twitter.com/hashtag/Gaza?src=hash">#Gaza</a> <a href="http://t.co/Yqzt1B2BRv">pic.twitter.com/Yqzt1B2BRv</a></p>— A_Baten (@kewshukhinoy) <a href="https://twitter.com/kewshukhinoy/status/502331038417559552">21 agosto 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Quando as <span class="caps">IDF</span> abandonaram o território controlado pelo Hamas, no final de agosto, o balanço de mortos apontava para mais de 2100 palestinianos: 70 por cento, civis; mais de meio milhar, crianças. Do lado israelita, terão morrido 66 soldados e seis civis, incluindo um cidadão tailandês.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>These are just some of the arms we confiscated from Gaza terrorists during Op. Protective Edge <a href="http://t.co/TqDIFOu0kZ">http://t.co/TqDIFOu0kZ</a> <a href="http://t.co/3lNfzAPLq1">pic.twitter.com/3lNfzAPLq1</a></p>— <span class="caps">IDF</span> (@IDFSpokesperson) <a href="https://twitter.com/IDFSpokesperson/status/542275741371478017">9 dezembro 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292838/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292828/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292832/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292836/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292840/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p> <p><iframe type="text/html" width="600" height="360" src="http://pt.euronews.com/embed/292826/" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>