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Arménia: Protestos e detenções após massacre de família por soldado russo

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De  Francisco Marques  com Reuters, EFE, RT
Arménia: Protestos e detenções após massacre de família por soldado russo

<p>O massacre na Arménia de uma família de seis pessoas, incluindo uma criança de dois anos, alegadamente por um soldado russo, na passada segunda-feira, está na base de ruidosos protestos que degeneram em confrontos com a polícia de Gyumri, a cidade arménia onde aconteceu este crime e que dista cerca de 120 quilómetros a norte da capital Yerevan.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Protesters clash with police in <a href="https://twitter.com/hashtag/Gyumri?src=hash">#Gyumri</a>, Armenia after Russian soldier kills family of 6 <a href="http://t.co/5UmRKDaN9N">http://t.co/5UmRKDaN9N</a> <a href="http://t.co/X0sonjXMwz">pic.twitter.com/X0sonjXMwz</a></p>— RT (@RT_com) <a href="https://twitter.com/RT_com/status/555797343803813888">15 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Pelo menos 12 pessoas, incluindo polícias, terão ficado feridas na sequência dos confrontos. Os manifestantes terão sido alvejados com pedras os agentes de segurança, que responderam com granadas de fumo e detiveram alguns dos prevaricadores.</p> <p>O motivo dos protestos é a detenção do suspeito do massacre, um soldado alegadamente desertor identificado como Valery Permyakov, mas fora da jurisdição arménia. O alegado homicida, que a polícia local garante que já ter confessado o crime, terá sido capturado junto à fronteira com a Turquia e estará sob detenção na base militar russa próxima da cidade arménia de Gyumri. Os manifestantes exigem que o suspeito seja entregue pelos russos às autoridades locais e julgado por um tribunal arménio.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>~2000 Armenians protested near RU mil base in <a href="https://twitter.com/hashtag/Gyumri?src=hash">#Gyumri</a> for extradition of RU soldier who killed family of 6 w/children <a href="http://t.co/dB8fHBJ420">pic.twitter.com/dB8fHBJ420</a></p>— Ukraine Reporter (@StateOfUkraine) <a href="https://twitter.com/StateOfUkraine/status/555447700066668544">14 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>As informações conhecidas provêm, por enquanto, de meios de comunicação arménios e russos, carecendo ainda de confirmações oficiais. A Reuters avança, entretanto, que o ministro da Defesa russo já teria reconhecido que um soldado havia desaparecido antes de acontecer o referido massacre. </p> <p>Sergei Shoigu terá enviado condolências e prometido uma punição severa para o responsável. Sem confirmar a detenção do soldado, o ministro russo terá enviado para Gyumri um dos seus adjuntos para liderar uma equipa de investigadores.</p> <p>Os violentos protestos desta quinta-feira aconteceram depois dos funerais, em Gyumri, dos seis membros da família assassinada, aos quais acorreram milhares de pessoas. Uma boa parte rumou depois ao consulado russo na cidade, mas a polícia local antimotim bloqueou-lhes o caminho, seguindo-se o confronto.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>The funeral of six innocent victims killed by the Russian soldier in Gyumri, Armenia. January 15, 2015.PHOTOLURE/... <a href="http://t.co/WHaMyojehc">pic.twitter.com/WHaMyojehc</a></p>— Random Photos (@RandomYerevan) <a href="https://twitter.com/RandomYerevan/status/555879270451380224">16 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>O Procurador-Geral arménio, Gevorg Kostanyan, dirigiu-se aos manifestantes e prometeu pedir ao homólogo russo “para entregar o caso à justiça e autoridades arménias quando, em resultado da investigação em curso, houver matéria suficiente para tal.”</p> <p>Foi o terceiro dia de protestos, que se estenderam também ao centro da capital arménia, Yerevan, onde os manifestantes tentaram sem êxito queimar uma bandeira russa. Alguns acabaram, igualmente, detidos pelas autoridades.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="pt"><p>Activist to burn flag of <a href="https://twitter.com/hashtag/Russia?src=hash">#Russia</a>. Some of people not agree."Russians and state aren't same, we're vs state". <a href="https://twitter.com/hashtag/Gyumri?src=hash">#Gyumri</a> <a href="http://t.co/3uqfDvx18E">pic.twitter.com/3uqfDvx18E</a></p>— Gevorg Ghazaryan (@initiaty) <a href="https://twitter.com/initiaty/status/555735028764667904">15 janeiro 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>O caso está a esfriar as relações diplomáticas entre a Rússia e a Arménia, uma das antigas repúblicas soviéticas que mantém relativa proximidade ao Kremlin e até acaba de entrar na União Aduaneira Euro-Asiática, de que a Rússia foi fundadora em 2010 com a Bielorrúsia e o Cazaquistão. O Kremlin é também um aliado de peso dos arménios na disputa territorial que mantém há décadas com o Azerbaijão.</p> <p>O massacre aconteceu segunda-feira e atingiu os Avetisians, um casal idoso, que estava acompanhado da filha, do filho, da nora e de dois netos, um de dois anos e outro de seis meses. Todos foram baleados mortalmente, exceto o mais novo, que sobreviveu alegadamente com ferimentos de arma branca. O bebé foi operado e está a lutar pela vida em estado crítico.</p> <iframe width="420" height="315" src="//www.youtube.com/embed/Jc71ed9hv3g" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>