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Países do Médio Oriente combatem Estado Islâmico

O Hotel Corinthia, em pleno centro de Tripoli, capital líbia, ficou em ruínas depois do atentado de 27 de janeiro passado. Homens armados entraram

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Países do Médio Oriente combatem Estado Islâmico

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O Hotel Corinthia, em pleno centro de Tripoli, capital líbia, ficou em ruínas depois do atentado de 27 de janeiro passado. Homens armados entraram pela receção, onde se encontrava o primeiro-ministro líbio e uma delegação norte-americana. Mataram uma dezena de pessoas, clamando pelo grupo “Estado Islâmico”.

Este foi o mais mortífero ataque a estrangeiros depois da queda de Kadhafi, em 2011. Desde então, a Líbia está dividida por bastiões de clãs armados rivais, com dois governos e apenas um reconhecido pela comunidade internacional. Neste caos, o país transformou-se em autêntico santuário para os jihadistas, que atacam em diferentes países, em simultâneo. Agora, já estão a desafiar o Egito.

Pela primeira vez, o Egito reconheceu ter bombardeado posições do autoproclamado Estado Islâmico em Derna; a aviação líbia bombardeou Sirte e Ben Jawad. Mas o Egito enfrenta a mesma ameaça no Monte Sinai.

O grupo armado sediado na península Ansar Bayt al-Maqdis, agora nomeada Província do Sinai, ignora completamente o governo egípcio desde a queda de Morsi e declarou obediência ao grupo mais temível dos jihdistas islâmicos, utilizando os mesmos métodos de propaganda baseada no terror e nas decapitações.

O Egito manteve-se afastado da coligação dos Estados Unidos contra o EI, preferindo concentrar-se nos problemas internos causados pelos revoltosos islâmicos.

Não é o caso da Jordânia, que integra a coligação. Os caças jordanos participaram nos bombardeamentos e efetuaram operações de represália pelo “Mártir Muath” contra as posições jihadistas na Síria,a seguir ao assassinato de um piloto capturado (foi queimado vivo)

Outros países árabes participam na coligação, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos. No entanto, todos sabem que não o fazem por estratégia de luta contra o EI, mas sim para ajudar a progressão dos pesmerghas curdos no terreno, onde combatem os jihadistas no norte do Iraque.

Os combatentes do autoproclamado Estado Islâmico têm todo o armamento pesado deixado ao exército iraquiano.