Assad: "Ocidente não tem vontade de lutar contra o terrorismo"

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De  Rodrigo Barbosa  com RTP / AFP
Assad: "Ocidente não tem vontade de lutar contra o terrorismo"

<p>A Síria prepara-se para assinalar 4 anos de um conflito sangrento e Bashar al-Assad mantém um tom de desafio.</p> <p>Numa entrevista exclusiva para a <span class="caps">RTP</span>, conduzida pelo jornalista português Paulo Dentinho, o presidente Sírio descarta as responsabilidades para o Ocidente, que diz “não ter vontade” para combater o terrorismo, um termo usado por Assad tanto para os extremistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra, como para qualquer grupo rebelde que combate o seu Exército (<a href="http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=809570&tm=7&layout=122&visual=61">veja aqui a entrevista completa</a>).</p> <p>O chefe de Estado sírio diz que “primeiro, é preciso que os responsáveis na Europa tenham a vontade de lutar contra o terrorismo. Isso não existe atualmente. Depois, são necessárias políticas prudentes. Não se pode ser arrogante e teimoso, adotando políticas egoístas. E, em terceiro lugar, o que é muito importante, lutar contra o terrorismo deve tornar-se num valor, não pode ser visto como um oportunismo”.</p> <blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>Bashar al-<a href="https://twitter.com/hashtag/Assad?src=hash">#Assad</a> em entrevista exclusiva para a <a href="https://twitter.com/rtppt"><code>rtppt</a>, com o mesmo tom de desafio de sempre <a href="http://t.co/FKUbg1iSli">http://t.co/FKUbg1iSli</a> <a href="http://t.co/GT1Q4zhIqv">pic.twitter.com/GT1Q4zhIqv</a></p>&mdash; Rodrigo Barbosa (</code>RodaLarga) <a href="https://twitter.com/RodaLarga/status/573453029954945026">March 5, 2015</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> Assad defende que “o sistema internacional, apresentado pela <span class="caps">ONU</span> e pelo Conselho de Segurança, que é suposto resolver problemas, proteger a soberania dos diferentes países e evitar guerras, falhou. As Nações Unidas falharam na proteção dos cidadãos internacionais, incluíndo nos casos da Síria, da Líbia, do Iémen e de outros países”. <p>Questionado sobre o seu regime, descrito como brutal e sanguinário, Assad afirma que é “ilógico e irrealista” pensar dessa forma, voltando, mais uma vez, a defender que tem o apoio do povo.</p> <p>No terreno, a cidade devastada de Aleppo é palco há vários dias de violentos combates entre o Exército sírio e os rebeldes.</p> <p>Desde o início da contestação, a 15 de março de 2011, o conflito fez mais de 220.000 mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.</p>