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Aprender com os 5 sentidos

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De  Euronews
Aprender com os 5 sentidos

<p>Tradicionalmente, o ensino envolve apenas a audição e a visão. Mas os outros sentidos também podem ser utilizados na aprendizagem. Nesta edição, vamos andar à volta do mundo para conhecer alguns exemplos de uma abordagem multissensorial na educação.</p> <b><h3> Tunísia: O cheiro do som </b></h3> <p>Poderá um som ter um cheiro? Vamos esclarecer a questão com o Dr. Slim Masmoudi, professor de psicologia cognitiva na Tunísia, e que aplica uma abordagem multissensorial nos jardins-de-infância.</p> <p>A investigação do Dr. Masmoudi centra-se na relação entre a aprendizagem multissensorial e a criatividade e tem por objectivo potenciar emoções positivas. Ao desenvolver o método (<span class="caps">MIL</span>), também quis oferecer uma alternativa à forma tradicional do ensino.</p> <p>Ao introduzir música na forma de jogos sensoriais, o método tem a ambição de ‘abrir’ a criança a novas possibilidades e permitir-lhes a aprendizagem de novas capacidades sem ser por repetição. Uma abordagem que também é útil para a aprendizagem das crianças no futuro.</p> <p>Masmoudi quer alargar a aplicação do seu método a todas as escolas da Tunísia e do Magreb.</p> <p>Mais informação: <br /> http://www.wise-qatar.org/slim-masmoudi http://mindmodeling.org/cogsci2011/papers/0772/paper0772.pdf https://www.youtube.com/watch?v=jk9dgR-0aJE http://www.isefc.rnu.tn/cem09/Downloads/Cem09_Abstracts_Book.pdf</p> <b><h3> Estados Unidos: Sala de prazeres relaxantes </b></h3> <p>Linda Messbauer é uma das mais destacadas especialistas em ambientes multissensoriais e gere a sala multissensorial do Hospital Pediátrico Upstate Golisano, em Syracuse, um dos poucos nos Estados Unidos a contar com um equipamento desde tipo. </p> <p>Nada surge por acaso dentro destas paredes e tudo foi montado com apenas um objectivo: relaxar por completo os pacientes de forma a conseguir melhorar a sua condição clínica.</p> <p>A sala foi desenhada para dar aos petizes um ambiente positivo que os ajude a lidar com a doença e muitas vezes com longos tratamentos. </p> <p>O relaxamento ajuda na aprendizagem. Algumas pessoas com disfunções comportamentais têm grandes dificuldades de concentração e para desenvolver. Os ambientes multissensoriais ajudam-nas a concentrarem-se e a melhorar as suas capacidades intelectuais.</p> <p>O processo ajuda as crianças a lidar com a dor ou uma qualquer deficiência. Com essa tomada de consciência, saem da sala mais preparados para enfrentar o mundo.</p> <p>Mais informação: <br /> http://blog.syracuse.com/cny/2012/06/multi-sensory_room_offers_therapeutic_refuge_for_some_young_patients.html<br /> http://www.upstate.edu/news/article.php?title=4124<br /> http://lmessbauer.com/content/lectures</p> <b><h3> Alemanha: Correr e saltar para aprender </b></h3> <p>O que é que saltar à corda tem a ver com aprender a multiplicar? Que tal saltar enquanto se soletram palavras? Uma escola na Alemanha usa uma combinação de movimento e de uma abordagem multissensorial para motivar os estudantes. </p> <p>Pode parecer a Haka Maori, imortalizada pelos All Blacks, mas, em Hamburgo, os professores dançam. É um treino para saberem utilizar técnicas multissensoriais de aprendizagem nas aulas que vão dar.</p> <p>Antes de “despertarem” os sentidos dos alunos, têm eles próprios de “despertar” os seus. Por isso, dançam, cantam e fazem muitas outras coisas.</p> <p>A abordagem utilizada nesta escola primária é uma combinação de aprendizagem multissensorial com o movimento e está no centro do ensino da língua e da matemática.</p> <p>Os alunos soletram palavras enquanto saltam ou andam às cambalhotas pelo corredor enquanto resolvem exercícios de matemática. É aprender a brincar, porque aprender é um jogo que pode e deve ser divertido.</p> <p>Saltar à corda deixa de ser apenas uma actividade física de lazer, passa a ser um processo de aprendizagem, por exemplo, da multiplicação.</p> <p>Procura-se não só que utilizem os diferentes sentidos, mas também reforçar o pensamento autónomo e a auto-estima.</p> <p>O conceito da escola, criticado ao inicio, tem atraído a atenção e o apoio de muitos profissionais. </p> <p>Mais informação: <br /> http://www.elbinselschule.de/<br /> http://www.welt.de/regionales/hamburg/article2559862/Schule-der-Zukunft-im-Problemstadtteil.html<br /> https://www.myrtel.de/</p>