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Irão critica interferências externas no Iémen

O enviado das Nações Unidas para o Iémen apresentou a demissão. Fontes da ONU admitem que o diplomata marroquino possa ser substituído pelo mauritano, Ould Cheikh Ahmed.

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Irão critica interferências externas no Iémen

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O chefe da diplomacia iraniano critica a interferência de “potências estrangeiras” no Iémen. Numa entrevista à Euronews, Mohammad Javad Zarif disse que o conflito deve ser resolvido internamente.

Palavras dirigidas a países como a Arábia Saudita que precipitou a queda do enviado das Nações Unidas para o Iémen. Fragilizado pelo avanço dos xiitas huties no terreno Jamal Benomar apresentou a demissão. A decisão foi divulgada através das redes sociais.

Há mais de três semanas que a coligação internacional liderada pela Arábia Saudita está a bombardear posições dos rebeldes, apoiados pelo Irão. País que rejeita qualquer envolvimento no conflito.

“Os iemenitas devem dialogar internamente e os outros países não devem interferir. Porque em causa não estão negociações entre o Iémen e potencias estrangeiras. Pelo que estas últimas não devem definir condições para o futuro do país nem participar em qualquer discussão. Os iemenitas precisam de fomentar o diálogo interno entre os diferentes grupos e é isso que nós estamos preparados para fazer” afirma Mohammad Javad Zarif, ministro dos Negócios estrangeiros do Irão

Mais de 700 pessoas terão sido mortas desde o início dos ataques aéreos. Um número que poderá aumentar significativamente a confirmar-se uma ofensiva terrestre liderada pela Arábia Saudita. A hipótese não foi excluída e o anuncio de exercícios militares em conjunto com o Egito, em território saudita, levaram o vice-presidente iemenita no exílio a reagir. Esta quinta-feira, Khaled Bahah defendeu a necessidade de um cessar-fogo e não de uma operação militar terrestre. Pediu, ainda, às Forças Armadas para que apoiem o governo “legítimo” do Iémen.