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Pacifistas cruzam a fronteira entre as coreias para apelar à paz.

Para apelar à paz e à reconciliação na península da Coreia, que continua tecnicamente em guerra, um grupo de 30 mulheres ativistas atravessou este domingo o paralelo 38.

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Pacifistas cruzam a fronteira entre as coreias para apelar à paz.

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Para apelar à paz e à reconciliação na península da Coreia, que continua tecnicamente em guerra, um grupo de 30 mulheres ativistas atravessou este domingo o paralelo 38 N, na zona desmilitarizada (DMZ), a faixa com 4 km de largura e quase 250 km de extensão que divide e serve de fronteira às duas coreias há mais de seis décadas.

Na Zona de Segurança Conjunta, em Panmunjom, onde foi assinado o armistício de 1953, as ativistas disseram que “as mulheres das Coreias do Norte e do Sul – e de todo o mundo – estão a caminhar para convidar as partes a abrir um novo capítulo da história coreana. Um (capítulo) que seja marcado pelo diálogo, a reconciliação, a compreensão e o respeito mútuos, e por uma prosperidade pacífica”, referiu Janis Alton.

O grupo seguiu depois de autocarro da zona desmilitarizada – que é de facto uma das fronteiras mais militarizadas do mundo – para a Coreia do Sul, onde marcharam já na companhia de ativistas da sul-coreanas que não puderam atravessar a fronteira. Originalmente, as mulheres queriam atravessar a zona desmilitarizada a pé, mas a Coreia do Sul não autorizou e o caminho após Panmunjom acabou por ser feito de autocarro.

No lado sul-coreano houve quem se reunisse a protestar contra a iniciativa por considerar tratar-se de uma ação de propaganda do regime de Pyongyang.

Organizada pela feminista norte-americana Gloria Steinem e com a presença de duas laureadas com o prémio Nobel da Paz – a irlandesa Mairead Maguire e a liberiana Leymah Gbowee – a marcha pacifista entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul coincidiu com o Dia Internacional das Mulheres pela Paz e o Desarmamento.