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The Corner: Sporting épico com Rui Patrício herói ao pé-coxinho no Jamor

Fim de semana repleto de finais de Taça por esta Europa fora. Para lá de Portugal, houve festa também na Alemanha, em Espanha, em França e em Inglaterra

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The Corner: Sporting épico com Rui Patrício herói ao pé-coxinho no Jamor

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A corajosa e suada vitória do Sporting, no domingo, na final da Taça de Portugal foi a cereja no topo do bolo do futebol europeu deste fim de semana e está em destaque no The Corner, o magazine semanal de futebol da euronews.

Para lá do emocionante jogo do Jamor, também na Alemanha um português esteve em festa: o Wolfsburgo, de Vieirinha, conquistou pela primeira vez a “polka”. Em Espanha, houve “dobradinha” do Barcelona; em Inglaterra, o Arsenal assumiu-se “rei” de Wembley; e, em França, o Paris Saint-Germain conseguiu o pleno a nível interno.


Começamos a ronda pelas finais de Taça do último fim de semana em Portugal. Com 35.890 espetadores a encher as bancadas do Estádio Nacional, Sporting e Sporting de Braga protagonizaram uma final da Taça que ficará para a história como a primeira a ser decidida no desempate por grandes penalidades em 75 anos da prova rainha do futebol português. E que final!


A terminar uma época de estranha turbulência, os “leões” jogavam no Jamor o único título a que ainda podiam aspirar. Pela frente, o quarto classificado do campeonato e, nos dias que correm, principal candidato a quarto grande do futebol português. Marco Silva apresentou o esquema habitual, insistindo em dois médios interiores à frente de William Carvalho e apenas um avançado.

Sérgio Conceição preparou-se bem, povoou o “miolo” e a equipa entrou consistente no jogo, a dar o domínio ao adversário e a esperar um erro para soltar as “gazelas” Éder e Rafa. Os bracarenses saíram beneficiados dessa estratégia logo aos 15 minutos, mas por outro velocista: Djavan-.

O lateral esquerdo ganhou uma bola dividida a Cédric, no meio campo, ultrapassou Paulo Oliveira e já dentro da área foi derrubado por Cédric. Penálti e cartão vermelho para o lateral do Sporting. Éder enganou Rui Patrício e abriu o marcador.


Marco Silva abdicou de um médio e tentou reequilibrar a defesa com Miguel Lopes. Mas o ex-Lyon também esteve azarado. Aos 25, logo após um genial lance de Nani em que o árbitro perdoou o segundo amaralo a Baiano, o lateral “leonino” perdeu a bola para Rafa. O bracarense isolou-se, Jefferson preferiu cobrir o passe a evitar o remate e Rafa fez o 2-0. Parecia estar decidida a final. O Sporting estava nas cordas. Puro engano.

Os “leões” puxaram dos galões e conseguiram jogar de igual para igual com menos um. O Braga recuou, Conceição apostou tudo no contra-ataque. Na segunda parte, Marco silva trocou Carrillo por Carlos Mané e o jovem internacional sub-21 mexeu com a equipa. Aos 73 minutos, os “leões” foram com tudo para o jogo. Saiu o infeliz Miguel Lopes, entrou o colombiano Fredy Montero para o ataque, Mané passou para a fazer todo o flanco direito. A bravura de Marco Silva foi premiada.


Islam Slimani marcou aos 84 minutos, na sequência do primeiro erro do guarda-redes russo do Braga, Stanislav Kritsyuk, que até estava a ser a figura do jogo. Nos descontos e já com muitos sportinguistas a caminho de casa, Fredy Montero fez o empate. Explosão “verde e branca” nas bancadas do Jamor.

Ainda antes do apito final, Rui Patrício lesionou-se sozinho, mas começou aí a revelar-se o herói: aos 95 minutos, Salvador Agra isolou-se pela direita, rematou, mas o guarda-redes segurou o quase milagroso empate.


O prolongamento revelou-se mais calculista de parte a parte. Ainda assim, com o Sporting na mó de cima. Nani ficou muito perto do golo, aos 98 minutos. As dificuldades de Rui Patrício agravavam-se, mas o guarda-redes insistiu em continuar — não havia mais substituições no Sporting.

Aos 115 minutos, de novo frente a Salvador Agra, Patrício voltou a ser decisivo e tornou-se no grande responsável em levar a final da Taça de Portugal, pela primeira vez, para o desempate nas grandes penalidades. Aí, Alan começou por colocar os minhotos a ganhar; Adrien empatou; André Santos permitiu a defesa a Patrício; Nani marcou; Éder falhou a baliza. Slimani marcou; e, Salvador Agra, sucumbiu à pressão, também falhou a baliza e entregou a taça ao Sporting. Rui Patrício festejou ao pé-coxinho, face à lesão contraída no final dos 90 minutos.


A festa começou no Jamor, mas passou, claro, para o Estádio de Alvalade, com escala na estátua do Marquês de Pombal com um leão no coração de Lisboa. Esta segunda-feira, a equipa já foi recebida na Câmara Municipal de Lisboa.

Ficha de jogo

  • Sporting: Rui Patrício; Cédric (V, 15’), Paulo Oliveira, Ewerthon e Jefferson; William Carvalho; Carrillo (Carlos Mané, 54’), João Mário (Miguel Lopes, 21’, Fredy Montero, 73’), Adrien e Nani; Slimani.
  • Sporting de Braga: Stanislav Kritsyuk (A); Baiano (A), Aderlan Santos, André Pinto e Djavan (Sasso, 82’, A); Mauro (AAV) e Luiz Carlos (A); Pardo (Salvador Agra, 74’), Ruben Micael (Alan, 61’) e Rafa; Éder (A).
  • Árbitro: Marco Ferreira (AF Madeira)
  • Golos: Slimani (84’) e Montero (90+3’); Éder (16’ g.p.) e Rafa (25’)
  • Penáltis: Adrien, Nani e Slimani; Alan (André Pinto, Éder e Agra falharam)

Vieirinha em festa e “Barça” já a sonhar com o “tri”

Na Alemanha, houve outro português em festa. Carrasco, curiosamente, do Sporting, já esta época, na Liga Europa, o Wolfsburgo, de Vieirinha, conquistou pela primeira vez a “polka” da Alemanha.


O Dortmund até começou a ganhar, com um golo de Aubameyang, aos 5 minutos, mas o Wolfsburgo depressa conseguiu a reviravolta. Aos 22, o brasileiro Luiz Gustavo empatou e, dez minutos, o belga Kevin de Bruyne adiantou os “lobos”. Já na segunda parte, o holandês Bas Dost carimbou o 3-1 final.


Vinculado a uma eventual transferência do Dortmund, onde passou sete épocas, para o Real Madrid, para o Nápoles ou para o Liverpool, Jürgen Klopp já fez saber, entretanto, que pretende uma pausa sabática do futebol. “Depois de sete anos intensos e emocionais, penso que faz sentido para que possa processar as muitas memórias e para que eu e a minha equipa técnica possamos começar um novo trabalho frescos e motivados”, justificou o treinador, de 47 anos.


Em Espanha, o hino nacional foi abafado por um monumental coro de assobios de bascos e catalães, mas na final da “Copa” do Rei entre o Barcelona e o Athletic de Bilbau houve espaço para outro “hino”, este ao futebol. O “solista”? Lionel Messi.

Messi voltaria a marcar, aos 74 minutos, de pouco valendo o golo de honra dos bascos assinado pelo afro basco Iñaki Williams, aos 79. Dobradinha assegurada, o “Barça” está agora concentrado em conseguir o “tri”, juntando aos títulos internos a Liga dos Campeões — a final é no próximo sábado, em Berlim, diante da Juventus, de Turim.

Em Londres, o Arsenal goleou o Aston Villa, por 4-0, e ultrapassou o Mancgester United, tornando-se no clube com mais Taças de Inglaterra: 12.
Theo Walcott, Alexis Sanchez, Per Mertesacker e Olivier Giroud foram os goleadores do dia, em Wembley.


O Paris Saint Germain, por fim, confirmou que em França não tem rival à altura. Diante do Auxerre, no Stade de France, os campeões gauleses venceu com um único golo do uruguaio Edison Cavani e juntou a Taça ao campeonato, à Taça da Liga e à Supertaça. O PSG consegue quatro títulos em quatro, em França. É obra!

Mais portugueses em destaque e a FIFA na lama

Os portugueses Daniel Carriço, Beto e Diogo Figueiras estiveram em alta na última semana. O Sevilha sagrou-se bicampeão da Liga Europa. Um ano depois de vencer o Benfica em Turim, os espanhóis bateram em Varsóvia os ucranianos do FC Dnipro, por 3-2 e tornaram-se no primeiro clube a vencer a Liga Europa por quatro vezes.

Muitos foram os que pediram a demissão do presidente Sepp Blatter, incluindo a UEFA. Mas o suíço de 79 anos resistiu, segurou os apoios e, curioso, acabou mesmo reeleito como presidente da FIFA, beneficiando da desistência antes da segunda volta das eleições do príncipe da Jordânia Ali Bin al-Hussein, o único adversário que se aguentou até ao dia do escrutínio.

Neste dia… o Ajax entrou para a história

Na nossa habitual viagem ao passado, continuamos a recordar algumas das mais emblemáticas finais dos campeões europeus. Desta feita, recuamos 44 anos até ao primeiro título de campeão europeu do Ajax de Amesterdão.

A dois de junho de 1971, os holandeses do Ajax conquistaram o primeiro de três títulos consecutivos na antiga Taça dos Campeões Europeus.


Esta mudança ajudou, por exemplo, o Panathinaikos a chegar à final. Nos quartos-de-final, os gregos lucraram com a alteração no empate a um golo no terreno do Everton após um nulo em Atenas. Nas “meias”, o golo marcado em Belgrado permitiu aos gregos eliminar o Estrela Vermelha em casa com um triunfo por 3-0 (1-4, na primeira mão).


Para o Ajax, esta final era já a segunda na competição depois de ter perdido uma, em 1968, diante do AC Milan. Wembley marcou, contudo, o início de uma série de três finais vitoriosas para os holandeses na Taça dos Campeões Europeus. Já com a designação Liga dos Campeões, o Ajax voltaria a disputar uma final em 1995, ganhando-a diante do AC Milan. No ano seguinte, os holandeses voltariam à final, mas então para perder diante de outro clube italiano, a Juventus.

Bola de cristal antecipa nova festa espanhola

A contagem decrescente está a terminar para a final da Liga dos Campeões. No sábado à noite, o estádio olímpico de Berlim é palco do último grande duelo de clubes esta época no Velho Continente. Há um ano, em Lisboa, a festa foi do Real Madrid. Agora, será do Barcelona ou da Juventus. A nossa bola de cristal aponta para mais uma festa espanhola.

Há uma semana, acertámos no vencedor, embora falhando no resultado. Ao contrário dos 2-0 que a nossa bola de cristal antecipou, o Sevilha derrotou o Dnipro, sim, por 3-2, na final da Liga Europa. Desta feita, na “Champions”, a nossa bola de cristal garante que o “Barça” vai ganhar 3-1 à Juventus.

Não está de acordo? É fácil: envie-nos o seu prognóstico através das nossas redes sociais, juntando o “hashtag” #TheCornerScores. No final, veremos que acerta.