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Hungria: ACNUR critica cartazes xenófobos do governo de Viktor Orbán

A agência das Nações Unidas para os Refugiados critica as manifestações de xenofobia adotadas pelo governo da Hungria. O país foi invadido por

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Hungria: ACNUR critica cartazes xenófobos do governo de Viktor Orbán

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A agência das Nações Unidas para os Refugiados critica as manifestações de xenofobia adotadas pelo governo da Hungria.

O país foi invadido por cartazes onde o executivo de Viktor Orbán insta os imigrantes a respeitar as leis e a não “roubarem” os empregos aos húngaros.

Para o ACNUR a medida é surpreendente pois a xenofobia costuma ser instigada por pequenos grupos radicais e não pelo próprio governo do país.

“O que é incomum, na Hungria, ela é que em muitos países quando há xenofobia, é estimulada por pequenos partidos, é estimulada por partidos de extrema-direita e por alguns grupos marginais. O que é incomum na Hungria é ver o governo a tentar estimular a xenofobia. Mas o que é realmente animador é ver a reação do público contra isso e a querer apoiar os refugiados”, congratula-se a porta-voz do da Representação Regional para a Europa Central do ACNUR, Kitty McKinsey.

O Governo húngaro defende-se e replica que a medida se insere num contexto em que a Hungria assistiu à entrada de milhares de imigrantes ilegais e a um aumento significativo dos pedidos de asilo, como confirma o porta-voz do executivo, Zoltan Kovacs : “Entraram ilegalmente, na Hungria, mais de 50 000 pessoas ou seja, atravessaram as fronteiras europeias…Entendemos a abordagem da ONU para a migração e é possível apresentar algumas histórias de sucesso. Com estes números, nestas circunstâncias, é uma história completamente diferente.”

A oposição manifestou-se contra esta campanha do governo, criando uma contra campanha.

Cerca de 500 cartazes parodiando com os cartazes do governo serão distribuídos por todos o país, a partir de 1 de julho:http://www.unhcr-centraleurope.org/en/news/2015/unhcr-billboards-encourage-hungarians-to-get-to-know-real-refugees.html.

Os imigrantes vão-se inserindo na sociedade, exemplo disso, esta equipa de críquete com refugiados do Afeganistão e Paquistão.