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Grécia: Parlamento aprova referendo apesar de Não do Eurogrupo

O parlamento grego aprovou a proposta do governo de convocar um referendo ao acordo com os credores do país para o próximo domingo. A decisão foi

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Grécia: Parlamento aprova referendo apesar de Não do Eurogrupo

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O parlamento grego aprovou a proposta do governo de convocar um referendo ao acordo com os credores do país para o próximo domingo.

A decisão foi adotada, sem supresas, graças à maioria do partido Syriza do primeiro-ministro Alexis Tsipras, com o apoio da extrema-direita do partido Aurora Dourada e face ao voto contra da oposição conservadora e socialista.

No total, 178 deputados votaram a favor da proposta face a 120 que votaram contra.

Uma consulta popular considerada “irrelevante” pela diretora-geral do FMI, Christine Lagarde que lembrou esta noite que o referendo vai realizar-se após a data limite de 30 de junho e quando o eurogrupo rejeitou o pedido de Atenas para prolongar o programa de resgate para lá do final do mês.

Antes do voto, o primeiro-ministro Alexis Tsipras tinha defendido a necessidade de convocar a consulta popular, afirmando que vai votar NÃO, para evitar, segundo ele, “que o país continue a ser uma ‘colónia da dívida’ durante as próximas décadas”.

Tsipras voltou a sublinhar que um voto contra não significa a rejeição do euro ou da UE mas, “uma forma de reforçar a posição negocial do país”.

O porta-voz do ministro das Finanças grego, por seu lado, garantiu também que o referendo não visa a permanência do país na zona euro, lembrando que, “os tratados europeus não prevêm uma saída da moeda única”.

Horas antes, em Bruxelas, os parceiros europeus do primeiro-ministro Alex Tsipras tinham considerado ter sido aberta a via para o falhanço de um possível acordo.

O presidente o Eurogrupo foi claro. “O governo grego quebrou o processo, rejeitou as propostas e agora de uma forma injusta coloca-as perante o povo grego num referendo com uma sugestão negativa. Dada esta situação, penso que temos que concluir que lamentavelmente o programa de assistência vai expirar na terça-feira à noite”, afirmou Jeroen Dijsselbloem.

O passo a seguir para os credores é garantir que a Grécia paga o que deve.

O ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, apelou aos ministros europeus para estenderem o programa de assistência financeira até à realização do referendo, pedindo alguma flexibilidade.

Varoufakis afirmou mesmo que a Grécia continua em modo de negociações, apesar do presidente do Eurogrupo ter concluído que a porta está fechada.

O presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, “reabria” a porta esta noite, ao anunciar na sua conta twitter: “ A Grécia tem que permanecer na zona euro. Em contacto com líderes para garantir a integridade da zona euro a 19 países (incluíndo a Grécia)”.