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Viajar no tempo: O negócio dos satélites

Nesta edição de Business Planet, damos a conhecer oportunidades para as PME no domínio da navegação por satélite.

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Viajar no tempo: O negócio dos satélites

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Viemos até Canary Wharf, um dos principais pontos financeiros de Londres, à descoberta de oportunidades para as PME no domínio da navegação por satélite.

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Hoje em dia, 6% a 7% da economia da União Europeia depende da navegação por satélite.

Kathrin Sturm, da ESNC, uma das maiores redes neste setor, afirma que “em 2022, estima-se que este mercado global corresponda a um valor de 250 mil milhões de euros. Hoje em dia, 6% a 7% da economia da União Europeia depende da navegação por satélite.”

A iGeolise é um exemplo. Mapas digitais que, em vez de mostrarem as distâncias, funcionam através do critério do tempo – foi o conceito tecnológico criado, em 2009, por esta empresa de serviços de geolocalização. Em seis anos, esta PME quadriplicou anualmente o volume de negócios e abriu uma filial em Kaunas, na Lituânia. A ferramenta tornou-se essencial no Reino Unido para sites imobiliários, de emprego ou de turismo.

“O nosso sistema ‘Travel Time’ triplicou as interações nos sites para os quais trabalhamos. Isto é, há mais negócios a ser efetuados com o mesmo número de utilizadores”, explica Charlie Davies, um dos cofundadores.

A plataforma assenta na navegação por satélite, não só através do habitual GPS, mas também do EGNOS, o serviço europeu de navegação geoestacionária. Nas palavras de Kathrin Sturm, “o EGNOS é um sistema precursor do Galileu. Consiste em satélites geoestacionários e numa rede europeia de estações terrestres. Serve para potenciar o GPS, tornando-o mais preciso. E é gratuito. Qualquer empresário pode utilizá-lo.”

Em 2012, a iGeolise recebeu um prémio da Competição Europeia de Navegação por Satélite (ESNC), uma iniciativa para ajudar os empresários no setor, apoiada pela Comissão Europeia. Segundo Charlie Davies, “o prémio foi um enorme catalizador para a nossa empresa. Passámos a ser aceites pela comunidade e os 7 mil euros que recebemos permitiram-nos criar o primeiro protótipo e uma ação de promoção que nos levou ao nosso primeiro grande cliente no Reino Unido.”

A competição europeia dá aos empresários a oportunidade de entrar em contacto com centenas de organismos do setor dos satélites, especialistas internacionais e incubadoras.