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As provas contundentes de que Israel cometeu crimes de guerra em Rafah

Há provas contundentes de que o exército israelita cometeu crimes de guerra em Rafah, em agosto do ano passado. As novas provas são apresentadas num

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As provas contundentes de que Israel cometeu crimes de guerra em Rafah

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Há provas contundentes de que o exército israelita cometeu crimes de guerra em Rafah, em agosto do ano passado. As novas provas são apresentadas num relatório conjunto da Amnistia Internacional e da Forensic Architecture, unidade de investigação da Universidade de Londres.

O documento foca-se no ataque ao sul da Faixa de Gaza, quando se pensou que o Hamas tinha capturado um soldado israelita. Num só dia morreram 135 pessoas.

“Foi o ataque mais mortífero realizado pelos militares israelitas durante os 50 dias de conflito em 2014. Os soldados utilizaram um poderio massivo, bombardeamentos massivos contra a cidade de Rafah, o que provocou o maior número de vítimas civis de sempre num dia durante este conflito”, afirmou Philip Luther, diretor da Amnistia Internacional para o Médio Oriente e norte de África.

A Forensic Architecture construiu um modelo 3D de Rafah, analisando testemunhos, fotos e vídeos, e imagens de satélite.

“Somos como detetives arquitectónicos. Vamos para zonas de guerra ou para locais onde alegadamente foram violados Direitos Humanos ou cometidos crimes de guerra e analisamos os vestígios que a violência deixou nos edifícios”, explica Eyal Weizman, diretor da Forensic Architecture.

O Hamas e as autoridades israelitas já reagiram ao relatório. “Isto exige que se acelere a apresentação destas provas ao Tribunal Penal Internacional e aos tribunais nacionais, para que rapidamente sejam tomadas medidas punitivas contra a ocupação israelita”, defendeu Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas.

“Acreditamos que este relatório é totalmente falso no seu método e também na sua conclusão. O relatório isola uma determinada área de Gaza, acusando Israel de atacar esta área sem nenhuma razão, quando sabemos que isto aconteceu numa zona de guerra”, realçou Emmanuel Nahshon, porta-voz do Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita.

A Amnistia Internacional e outros grupos de Direitos Humanos argumentam que, durante os 50 dias de conflito no verão do ano passado, tanto as forças israelitas como os grupos armados palestinianos cometeram crimes de guerra e outras violações da lei internacional.