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Ucrânia: Terceiro militar falece após confrontos frente ao parlamento

A Ucrânia regista uma terceira vítima mortal dos protestos violentos de ontem frente ao parlamento. Um militar sucumbiu às feridas provocadas pela

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Ucrânia: Terceiro militar falece após confrontos frente ao parlamento

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A Ucrânia regista uma terceira vítima mortal dos protestos violentos de ontem frente ao parlamento. Um militar sucumbiu às feridas provocadas pela explosão de uma granada de mão cujos estilhaços tinham morto outros dois soldados.

O presidente Petro Poroshenko visitou os militares e polícias feridos no hospital, prometendo apurar responsabilidades, quando faz face à revolta dos setores ultranacionalistas.

Um polícia ferido afirma, “tudo começou quando os manifestantes começaram a bater nos polícias com bastões de madeira cravejados de pregos. Foi aí que ouvi a explosão de uma granada e quando olhei para mim tinha o braço a sangrar e uma perna partida”.

O ministério do Interior acusa o partido ultranacionalista e anti-russo Svoboda de ter organizado a manifestação violenta.

Segundo a correspondente da euronews, “o ministério público abriu uma investigação. Pelo menos 18 pessoas foram detidas, entre as quais o suspeito de ter lançado a granada contra os polícias. O primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatsenyuk, pediu que seja condenado à prisão perpétua”.

O protesto violento ocorreu depois do parlamento ter votado, em primeira leitura, a polémica lei de descentralização do país, que tem ainda que ser ratificada em outubro, após as eleições locais.

Para o presidente Petro Poroshenko, “o calendário é infeliz uma vez que coincide com a campanha eleitoral. E como nos outros países, os políticos optam por tentar obter mais votos sem pensar nos interesses do país, pois mais de 70% dos ucranianos apoiam a mudança constitucional e a descentralização”.

A reforma pretende dar mais autonomia às regiões separatistas, como previsto nos acordos de paz firmados em fevereiro em Minsk. Uma medida que é vista como uma concessão à Rússia pelos setores nacionalistas e radicais.