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EUA acusam mísseis russos avariados de atingirem o Irão, Moscovo e Teerão negam

Os Estados Unidos suspeitam que pelo menos 4 mísseis disparados pela Rússia, desde barcos estacionados no Mar Cáspio, terão sofrido avarias e caíram

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EUA acusam mísseis russos avariados de atingirem o Irão, Moscovo e Teerão negam

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Os Estados Unidos suspeitam que pelo menos 4 mísseis disparados pela Rússia, desde barcos estacionados no Mar Cáspio, terão sofrido avarias e caíram em território iraniano, a meio caminho dos alvos localizados na Síria, onde as forças armadas russas estão a operar há uma semana contra alegados “terroristas”. Moscovo desmentiu as avarias e Teerão nega a queda dos projéteis no Irão.

A informação norte-americana voltou, ainda assim, a ser reiterada, esta sexta-feira, pelo secretário de Defesa Ashton Carter, numa conferência de imprensa após a reunião, em Londres, com o homólogo britânico, Michael Fallon.

“Sobre o impacto de mísseis de cruzeiro no Irão, nós recebemos algumas indicações de que este foi um caso de mau funcionamento destes mísseis”, afirmou Carter.

A Rússia confirmou ter disparado cerca de 26 mísseis cruzeiro, desde o Mar Cáspio, e até publicou os vídeos de alguns destes mísseis em voo (video em cima). Mosocovo garantiu que todos os projéteis sobrevoaram o Irão e atingiram os alvos predefinidos. “Como qualquer profissional sabe, durante estas operações nós sempre verificamos o alvo antes e depois do ataque. Todos os nossos mísseis cruzeiro atingiram os respetivos alvos”, afirmou o general Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa russo.

Do lado iraniano, o general brigadeiro Moussa Kamali é citado pela FarsNews a negar a queda de mísseis russos no território. “As alegações do ocidente a respeito de mísseis russos disparos contra militantes do ISIL na Síria mas que caíram no território iraniano são mentiras e parte de uma guerrilha psicológica”, afirmou o oficial.

Os mísseis russos terão, aliás, ajudado uma larga ofensiva terrestre do exército sírio contra rebeldes. Já esta sexta-feira, entretanto, a Rússia anunciou ter efetuado 67 ataques aéreos, em 24 horasm sobre a Síria, tendo morto cerca de 300 rebeldes, incluindo dois comandantes do grupo Estado Islâmico.

Em Londres, Ashton Carter falou de uma estratégia falhada de Moscovo na Síria. “Como temos visto nos últimos dias, as ações da Rússia na Síria implicam riscos tanto para a região como para a própria Rússia”, afirmou o secretário de Defesa norte-americano, que na véspera já havia perspetivado que “nos próximos dias a Rússia vai começar a sofrer baixas.”

Do lado da coligação liderada pelos Estados Unidos, que está a combater o grupo Estado Islâmico, durante a última noite aviões franceses conduziram raides sobre posições próximo de Raqqa. O alvo terão sido campos de treino de “jihadistas” recrutados pelo grupo rebelde no estrangeiro.