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Itália recoloca mais 70 refugiados divididos entre Finlândia e Suécia


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Itália recoloca mais 70 refugiados divididos entre Finlândia e Suécia

Cerca de 70 refugiados partiram esta quarta-feira de manhã, do aeroporto de Ciampino, em Roma, rumo ao país de asilo na União Europeia, onde irão tentar relançar a vida em segurança.

Depois de um primeiro avião a 9 de outubro, com 19 eritreus que foram acolhidos pela Suécia, neste segundo voo humanitário embarcaram 19 sírios também com destino à Suécia e mais 49 eritreus rumo à Finlândia.

O ministro do Interior italiano, Angelino Alfano, esteve presente na partida e não tem dúvidas: “Este avião representa uma vitória para a Europa assim como também é um triunfo europeu a partida destes quase 70 migrantes.”

(“Recolocação de requerentes de asilo: 70 rumam à Finlândia e à Suécia.”)

Estes aviões a levantar voo de Itália com refugiados a bordo fazem parte do plano recolocação finalizado, a dois tempos, pela União Europeia em setembro.

Este plano de recolocação da União Europeia é, ainda assim, insuficiente, diz a representante da Agência da ONU para os Refugiados. A 14 de setembro, os Estados-membros acordaram recolocar, a partir de Itália e da Grécia, 40 mil refugiados em clara necessidade de proteção internacional.

[ Resolução da União Europeia de recolocação de refugiados ]

Pouco mais de uma semana depois, a 23 de setembro, os “28” acordaram recolocar mais “120 mil refugiados em clara necessidade de proteção internacional de Itália, Grécia e de outros Estados-membro diretamente afetados pela crise de refugiados.”

(“Zamzam, de 6 meses, espera para embarcar na primeira viagem de avião da sua vida rumo à Suécia depois de fugir da Síria.”)

A representante para o sul da Europa da Agência das Nações Unidas para os Refugiados considera, ainda assim, insuficiente este número de refugiados com direito a recolocação na União Europeia.

“160 mil refugiados é apenas uma gota. A necessidade atinge muito mais. Como sabem, já ultrapassámos o meio milhão de refugiados na Grécia e a Itália já chegaram este ano quase 140 mil. Por isso, é verdade, isto é apenas uma gota, apenas o primeiro passo. Estamos certos de que, no final do ano e início de 2016, a necessidade de recolocações vai ser muito maior”, afirmou Carlotta Sami.

Ao abrigo do acordo entre os “28”, Portugal deverá receber este ano 3074 dos quase 650 mil refugiados que só este ano chegaram à União Europeia através do Mediterrâneo.

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