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Embaixador francês no Egito confia no bom senso gaulês perante os muçulmanos

A euronews teve acesso exclusivo à embaixada da França, no Cairo, numa altura em que o mundo está sobressaltado pela vaga de atentados terroristas

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Embaixador francês no Egito confia no bom senso gaulês perante os muçulmanos

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A euronews teve acesso exclusivo à embaixada da França, no Cairo, numa altura em que o mundo está sobressaltado pela vaga de atentados terroristas por grupos “jihadistas” cometidos em Beirute e em Paris, depois de um avião comercial russo ter sido alegadamente atingido há algumas semanas num outro atentado reivindicado pelo “Daesh”, o grupo terrorista que se autoproclamou Estado Islâmico.

O enviado especial da euronews ao Egito perguntou a André Parant, o embaixador francês no Egito, se a numerosa comunidade islâmica em França pode temer repercussões da sociedade pelos ataques “jihadistas”.

“As autoridades e o povo francês sempre reagiram com muito bom senso e moderação para evitar todas as formas de abusos e confusões. Penso que desta vez vai ser igual”, considerou Parant, prosseguindo: “os franceses vão uma vez reforçar a convicção de que é preciso combater sem misericórdia e sem descanso o terrorismo. Não acredito que os franceses se permitam a confundir os muçulmanos ou o Islão com esta versão perversa do islamismo que representa os terroristas e, em particular, o ‘Daesh’.”

(“A grande pirâmide com as cores da França, do Líbano e da Rússia em homenagem às vitimas.”)

As pirâmides de Gizé, no Cairo, como a Torre de Belém, em Lisboa, ou o Cristo Redentor no Rio de janeiro, também se “vestiram” com as cores da França e juntaram-se ao protesto global contra o terrorismo, incluindo ainda as bandeiras do Líbano e da Rússia. Dezenas de pessoas concentraram-se diante dos famosos monumentos egípcios e, algumas com velas nas mãos, cantaram em memória das vítimas dos atentados de Paris, Beirute e da Península do Sinai.

Mohamed Shaikibrahim testemunhou a “mensagem de paz” enviada pelos egípcios à França. Uma mensagem, contou o nosso enviado especial, em que se defendia que a “união entre os fiéis de diferentes religiões deve ser o primeiro passo no confronto com estes grupos terroristas que não fazem distinções entre ninguém quando cometem os sangrentos atentados.”