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FIFA aprova proposta de limitação de mandatos do presidente a 12 anos

A FIFA aprovou esta quinta-feira, numa reunião do comité Executivo realizada em Zurique na Suíça, um conjunto de propostas para reformas de longo

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FIFA aprova proposta de limitação de mandatos do presidente a 12 anos

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A FIFA aprovou esta quinta-feira, numa reunião do comité Executivo realizada em Zurique na Suíça, um conjunto de propostas para reformas de longo prazo no organismo que incluem, por exemplo, a limitação a 3 mandatos presidenciais, num máximo de 12 anos. As propostas vão agora ser debatidas e votadas no congresso extraordinário de 26 de fevereiro, no qual será também eleito o novo presidente da FIFA.

Num dia em que organismo que superintende o futebol mundial voltou a ser abalado pela detenção de mais 2 vice-presidentes, por alegada fraude, a FIFA procurou fintar a polémica da alegada corrupção nos meandros do futebol mundial e colocou o foco da conferência de imprensa efetuada ao início da tarde em Zurique na reunião ali efetuada do comité executivo.

(Comité Executivo aprova proposta de um máximo de 3 mandatos de 4 anos para o Presidente da FIFA, os membros do Conselho da FIFA e outros. )

Várias propostas foram colocadas a discussão pela Comissão de Reforma da FIFA nomeada em agosto ainda por Sepp Blater, o presidente demissionário do organismo, atualmente suspenso pela Comisão de Ética da FIFA.

O advogado suíço François Carrard lidera esta Comissão de Reformas e, na conferência de imprensa, sublinhou que as reformas têm de partir de dentro da FIFA e que esta quinta-feira foi dado “um importante passo”.

“Se queremos uma reforma, ela tem de partir de dentro e não apenas do exterior. Quando aceitei este desafio, não estava certo, de todo, de que isto pudesse acontecer. Estamos longe de terminar, longe. Isto é apenas o começo de uma nova era. É um novo processo. Atingimos um primeiro objetivo. Demos um importante passo, hoje”, sublinhou Carrard.

[ Veja aqui o conteúdo da conferência de imprensa da FIFA ]

Entre as propostas aprovadas para serem votadas no congresso de 26 de fevereiro, destaca-se a já referida limitação de mandatos do presidente da FIFA, a qual visa evitar uma gestão tão longa quanto a agora polémica presidência de Blatter. O suíço passou 17 dos seus 79 anos de idade à frente do organismo e tinha sido reeleito no final de maio para um 5.° mandato.

Outra reforma proposta implica a transparência dos salários dos principais dirigentes do organismo. A FIFA pretende ainda diversificar o ambiente e a cultura nos centros de decisão do organismo com a promoção de mais mulheres para lugares de destaque na gestão do futebol mundial.

(Proposta de reformas incluem um númro mínimo de representantes femininas eleitas como membros do Conselho da FIFA por cada confederação.)

A criação de comissões independentes supervisionadas pela Comissão de Auditoria e Conformidade e mais participação dos “acionistas” do futebol (jogadores, clubes, ligas nacionais) vão estar também a votação dentro de menos de 3 meses, num congresso onde será também eleito o novo presidente da FIFA.

Sem acordo ficou ainda o eventual alargamento dos Mundiais de Futebol de 32 para 40 seleções.

( Classificação Mundial da FIFA: A seleção da Bélgica está em primeiro; a maior subida do ano é da Turquia para 21.°; Argentina é 2.°; Espanha, 3.°.)