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Empreendedorismo social: Um modelo de negócio emergente

Empreendedorismo social: respostas empreendedoras e inovadoras aos desafios da sociedade atual. Esta semana, em Business Planet, concentramo-nos

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Empreendedorismo social: Um modelo de negócio emergente

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Empreendedorismo social: respostas empreendedoras e inovadoras aos desafios da sociedade atual. Esta semana, em Business Planet, concentramo-nos neste novo modelo de negócio emergente na Europa.

Loïc Van Cutsem, diretor geral da Oksigen: “O empreendedorismo social é um movimento que está a crescer em todo o mundo. Na Europa, representa cerca de 5% da população ativa. Mas, para além disso, o mais interessante é que o fenómeno está a fazer com que as empresas tradicionais repensem a forma de fazer negócios.”

Empreendedorismo Social

  • 1 em cada 4 novos empresários na Europa é empreendedor social.
  • Em 2015 as empresas da economia social, como cooperativas, sociedades mutualistas, associações, fundações ou empresas sociais, representam 10% do PIB da UE e 6% da força de trabalho.
  • O principal objetivo do empreendedorismo social é causar impacto social ou ambiental, em vez de maximizar o lucro dos proprietários ou acionistas.
  • O acesso ao financiamento é um grande problema enfrentado por muitos empreendedores sociais. O Crowdfunding pode ajudá-los a chegar a novas fontes de financiamento.
  • A Permafungi é uma empresa de economia social belga que conseguiu angariar fundos através de uma campanha de crowdfunding.

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Um funcionário de numa empresa social, em Bruxelas, recolhe todos os meses, aproximadamente, uma tonelada e meia de resíduos de café, dos restaurantes. Estes resíduos servem de fertilizante na produção de cogumelos. Quando a produção está concluída são reutilizados, novamente, como adubo na agricultura.

A empresa produz mensalmente entre 300 e 400 Kg de cogumelos frescos e orgânicos – que são posteriormente vendidos nos mercados. Também produz kits para o cultivo de cogumelos em casa.

O projeto cria emprego a nível local para profissionais com dificuldade em arranjar emprego: “O projeto deu-me um sentido de responsabilidade, e bastante confiança em mim mesmo. Agora consigo abordar as pessoas com confiança,” diz William Berger, funcionário da PermaFungi.

Lançada há dezoito meses, atualmente a empresa emprega seis pessoas e planeia diversificar a gama de produtos. Martin Germeau, Cofundador da PermaFungi explica:
“A partir do micélio, que é a base do fungo, conseguimos produzir painéis de isolamento, por exemplo. Para os resíduos de café, também existem várias possibilidades, como a produção de sabão.”

Há muitas possibilidades, mas a ideia principal é criar um novo modelo empresarial. “O nosso objetivo não é ser um grande produtor de cogumelos, mas sim ajudar outros empreendedores sociais a começar a sua própria produção de cogumelos, em locais diferentes. Em Bruxelas, são produzidas cerca de 5 mil toneladas de borras de café por ano, o que nos permite cultivar mil toneladas de cogumelos”, diz Martin Germeau.

O modelo de empreendedorismo social é bastante promissor. O financiamento coletivo também é uma boa forma de angariar fundos para estes projetos.