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Alemanha: Iraquianos fogem do "exílio de lata"

O choque com a realidade ditou o fim do sonho europeu para muitos refugiados iraquianos. O número de regressos é cada vez maior, em particular da

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Alemanha: Iraquianos fogem do "exílio de lata"

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O choque com a realidade ditou o fim do sonho europeu para muitos refugiados iraquianos. O número de regressos é cada vez maior, em particular da Alemanha. No aeroporto de Erbil, no norte do Iraque, aterrou mais um avião vindo de Berlim repleto de gente desiludida.

“O meu marido gostou da ideia de partir para a Europa. Ele viu outros a abalar e imitou-os. Mas a situação lá era pior do que aqui. Estivemos por lá cerca de três meses. Não tínhamos nada, a comida era pouca e má. Davam-nos um bocado de pão frio e queijo e um bocado de pepino. Quem é que consegue sobreviver assim a um inverno? Os meus filhos choravam de fome. Gastámos 11 mil dólares e regressámos sem nada” – queixa-se uma refugiada curda.

O voo de regresso custa cerca de 250 euros. Quem não tem dinheiro pode pedir ajuda à Organização Internacional para as Migrações. De acordo com o ministério alemão do Interior, até setembro do ano passado havia uma média mensal de 10 regressos.

“Temos três voos por semana e agora viajam cerca de cem refugiados todas as semanas. Mas os números têm vindo a subir cada vez mais desde o mês de setembro” – explica Andesha Karim, da Iraqui Airways.

Em setembro 61 pessoas desistiram do exílio e em dezembro o número de desiludidos chegou aos 200. Mas muitos continuam na Alemanha à espera de realizar o sonho europeu.