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Tusk: Acordo entre a UE e Reino Unido não pode ser contestado na justiça

Em Bruxelas, durante um debate no Parlamento Europeu, esta quarta-feira, sobre os resultados da última cimeira de chefes de Estado e de Governo da

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Tusk: Acordo entre a UE e Reino Unido não pode ser contestado na justiça

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Em Bruxelas, durante um debate no Parlamento Europeu, esta quarta-feira, sobre os resultados da última cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), o presidente do Conselho, Donald Tusk, insistiu que o acordo alcançado com o Reino Unido é “irreversível” e não pode ser anulado pelo Tribunal Europeu de Justiça.

Presumido, naturalmente, que o “Sim” à permanência do Reino Unido na UE vencerá no referendo agendado para 23 de junho.

“Se a maioria apoiar a saída [do Reino Unido da UE] a Europa vai mudar para sempre e será uma mudança para pior”, sublinhou Tusk.

O eurodeputado britânico conservador Ashley Fox disse que vai apoiar a campanha pelo “Sim” à permanência do Reino Unido na UE e criticou aqueles que não respeitam as opiniões alheias: “Comparar a União Europeia à União Soviética é absurdo e ofensivo para os que viveram efetivamente sob o jugo do comunismo. Ao contrário da União Soviética, qualquer país é livre de deixar a União Europeia.”

Sentado na proximidade de Ashley Fox, o eurocético Nigel Farage anotou as críticas e deixou várias interrogações, repletas de ironia, no ar: “É seguro permanecer numa organização em que o próprio chefe da polícia diz que existem três a cinco mil terroristas que vieram para o continente com a crise de refugiados ou é mais seguro recuperar o controlo das nossas fronteiras e da nossa democracia?”

Na frente doméstica, o primeiro-ministro britânico também enfrenta oposição. Cinco elementos do Governo de David Cameron anunciaram a vontade de fazer campanha pelo “Não.”