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Presidenciais dos EUA: Hillary a controlar, Trump "a fazer um bom jogo"

Republicanos e Democratas decidem em julho que vão colocar na corrida à sucessão de Barack Obama. As eleições para a Casa Branca estão marcadas para 8 de novembro.

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Presidenciais dos EUA: Hillary a controlar, Trump "a fazer um bom jogo"

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Sem surpresa, Hillary Clinton e Donald Trump foram os grandes vencedores da “mini súper terça-feira” realizada esta semana nas primárias das Presidenciais norte-americanas. A antiga secretária de Estado venceu os 5 estados a votos para os Democratas. O controverso milionário triunfou em 3 dos 4 estados onde os apoiantes republicanos foram chamados a tomar posição.

Hillary dominou por completo na Florida, no Illinois, na Carolina do Norte e no Ohio. Apenas no Missouri Bernie Sanders lhe fez alguma sombra, mas concluído o escrutínio, a esposa de Bill Clinton conseguiu 49,6 por cento dos votos contra 49,4 por cento do senador de Vermont — uma diferença de 1500 votos entre ambos.

Trump venceu em quatro estados, apenas perdeu no Ohio para John Kasich (46,8 por cento contra 35,6 por cento), mas o controverso milionário está cada vez mais próximo dos 1237 delegados que necessita para ser investido em julho, pelos Republicanos, na corrida à Casa Branca — Trump soma agora 621 delegados.

Numa sondagem não representativa efetuada nas ruas de Nova Iorque, as opiniões dividiram-se sobre o favorito entre os Republicanos para concorrer às Presidenciais de 8 de novembro. Para James Surless, “Donald Trump conseguiu criar empatia”. “Está a fazer um bom jogo, a jogar para ganhar, a dizer as coisas certas aos seus apoiantes e a conseguir os votos”, justificou.

Is this what we want for a President?

A video posted by Donald J. Trump (@realdonaldtrump) on

Waled Eltoukhi, por seu turno, distancia-se do milionário: “Eu não vou votar em Trump. Não me interessa. Não quero saber se é o último candidato à face da terra. Não voto nele. Vou com a Hillary até ao fim. Ela está bem.”

Por fim, Steve Breen considerou que “Hillary, provavelmente, é o melhor” que os Democratas têm. “O Partido Republicano parece-se estar a desfazer-se em pedaços, infelizmente para eles, mas ainda não estou convencido de que Trump vá ganhar. Acredito que muita gente ainda vai recuperar a sensatez”, perspetivou.

Para garantir a investidura republicana, Donald Trump tem de garantir cerca de 54 por cento dos 1100 delegados ainda em jogo. A alguma distância, continua Ted Cruz, que soma 396 delegados, e ainda mais atrás John Kasich (138), agora com novo fôlego depois do triunfo no Ohio. Marco Rubio era o terceiro (168 delegados conquistados), mas após os frustrantes resultados desta semana decidiu saltar fora da corrida Republicana à Casa Branca.

Um problema, contudo, começa a colocar-se à liderança do Partido: deve o apoio ser dado a um candidato que, embora favorito entre o povo, ameaça não perseguir os objetivos Republicanos ou, por outro lado, esperar que ele não consiga os delegados necessários e depois na convenção decisiva de Cleveland apresentar um outro candidato e coloca-lo na corrida à sucessão de Barack Obama? Donald Trump, já anunciou: se o quiserem bloquear, poderão vir a haver motins.

Nas contas Democratas, Hillary Clinton soma 1094 delegados e 467 superdelegados (altos membros do partido que podem mudar a orientação do voto até à convenção decisiva de julho). Bernie Sanders conseguiu 774 delegados e apenas 26 superdelegados, mas mantém-se otimista numa reviravolta nas próximas semanas. O limite para conseguir a investidura Democrata são os 2383 delegados.

A próxima chamada às urnas destas primárias acontece na terça-feira, 22 de março. Ambos nos partidos vão a votos no Arizona e no Utah. Os Democratas realizam ainda um “caucus” no Idaho e os Republicanos uma convenção na Samoa Americana.