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Brasil: Fabiano Silveira, ministro da Transparência Fiscal, pede demissão

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Brasil: Fabiano Silveira, ministro da Transparência Fiscal, pede demissão

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O ministro da Transparência, Fiscalização e Controlo do Brasil Fabiano Silveira, pediu a demissão ao presidente interino Michel Temer, cerca de 20 dias depois de ter assumido o cargo.

Fabiano Silveira telefonou esta segunda-feira (30) à noite ao presidente Temer. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto (Presidência do Brasil).

De acordo com a assessoria de imprensa da Presidência, Silveira ainda não tinha estado pessoalmente com o Presidente interino Temer e poderia ainda vir a entregar uma carta de demissão. No entanto, Temer não se opôs ao pedido de Silveira, que, até ao momento, continua sem substituto oficial.

A situação de Fabiano Silveira à frente de um ministério expressamente criado para combater a corrupção nos sistemas político e fiscal brasileiros ficou fragilizada depois de a Rede Globo ter divulgado, no passado domingo, conversas telefónicas gravadas durante as quais este pode ser ouvido a criticar a Operação anti-corrupção Lava Jato e a dar orientações para a defesa dos investigados no esquema de desvio de dinheiro na energética Estatal brasileira Petrobras. As gravações foram divulgadas num programa de grande audiência, O Fantástico.

A Operação Lava Jato, atualmente em curso, investiga um esquema de corrupção que envolve dezenas de políticos brasileiros, assim como diferentes empresas nacionais, incluindo a energética Estatal Petrobras. Entre os vários nomes que se encontram referidos na investigação, pelo menos dois eram parte do governo interino de Michel Temer: Romero Jucá Filho e Fabiano Silveira.


A reportagem do Fantástico, referida pela Agência Brasil, explica que as gravações foram feitas por pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, no passado mês de fevereiro, durante um encontro na casa do Presidente do Senado (câmara alta), Renan Calheiros (do Estado de Alagoas).

Lavagem de escadas no Ministério da Transparência

Esta segunda-feira (30), um conjunto de funcionários da da antiga Controladoria-Geral da União (CGU), agora parte do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controlo, fizeram uma lavagem de escadas em frente à entrada do ministério, num ato simbólico contra a presença do então Ministro Silveira, em Brasília.

Os funcionários do ministério protestaram, em várias ocasiões, contra a presença de Fabiano Silvbeira, por não lhe reconhecerem qualquer legitimidade.

Depois de Jucá, a segunda baixa em menos de um mês

Esta é a segunda demissão de um ministro do recentemente formado Governo interino de Michel Temer. É também a segunda vez que um ministro se vê obrigado a deixar o Governo por causa da Operação Lava Jato, que tem vindo a afetar uma boa parte da elite política do país.

No passado dia 23 de maio, o Ministro da Planificação, Romero Jucá Filho, deixou o Governo, 11 dias depois de este ter entrado em funções, depois da revelação de outra gravação de uma conversa telefónica na qual expressava a sua opinião a favor do fim da investigação da corrupção na Petrobras. O seu nome aparece relacionado com o processo. O antigo Ministro da Planificação diz, durante a gravação, que se o processo de destituição da atual Presidente suspensa Dilma Rousseff avancasse, a investigação poderia ser interrompida.

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