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França: Ministro da Economia alvejado com ovos por opositores à nova lei do trabalho

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França: Ministro da Economia alvejado com ovos por opositores à nova lei do trabalho

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O ministro da economia de França foi vitima esta segunda-feira dos protestos contra a anunciada reforma nacional da lei do trabalho. Emmanuel Macron chegava, nos arredores de Paris, ao lançamento de um selo comemorativo dos 80 anos da Frente Popular quando começou a ser alvejado com ovos pelos manifestantes.

Os seguranças e os assistentes tentaram protege-lo até que entrasse no posto dos correios onde iria decorrer a cerimónia ao mesmo tempo que os manifestantes pediam a saída do ministro. Mais tarde, Emanuel Macron admitiu que estes protestos fazem parte do processo, mas que não vão alterar a sua determinação, garantindo não haver futuro económico para aqueles que resistem à mudança.

Ao mesmo tempo, a sudoeste de Paris, em Nantes, uma outra manifestação contra a reforma da lei do trabalho degenerou em montras partidas por manifestantes de cara tapada.

Não muito longe de Nantes, mais no litoral, o depósito petrolífero de Donges, vazio já há algum tempo devido à paralisação da maior parte das refinarias em França, voltou esta segunda-feira a ser bloqueado por funcionários e opositores à nova lei.

A polícia foi chamada a intervir pela tarde e desbloqueou a infraestrutura.

A quatro dias do arranque em Paris do Campeonato da Europa de Futebol, a França continua sem resolver o diferendo criado pela anunciada reforma da lei do trabalho.

O governo não recua nas alterações à lei. Os trabalhadores, impulsionados pelas forças sindicais, mantêm os protestos, bloqueando diversos serviços essenciais para uma boa organização da prova da UEFA, como os transportes e o abastecimento de combustíveis.

Procurando uma solução temporária para o braço de ferro, o presidente François Hollande lançou esta segunda-feira um apelo aos funcionários dos serviços ferroviários (SNSC) e da companhia aérea nacional (Air France) para suspenderem as greves anunciadas.

Uma estimativa da própria SNSC aponta para um custo entre os 15 e os 20 milhões de euros por cada dia de greve nos caminhos-de-ferro franceses, devido por exemplo ao cancelamento da maior parte das ligações, a reembolsos e ao pagamento de transportes alternativos. Os seis dias de greve já decorridos terão tido um custo de 260 milhões de euros e as perdas podem não ficar por aqui.

A companhia ferroviária apresenta uma dívida de cerca de 50 mil milhões de euros e está obrigada a modernizar-se. A partir de 2020 o transporte de passageiros em França através de TGV passa a estar aberto aos privados e a partir de 2023 também nos comboios regionais.

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