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Relatório Chilcot: O pior pesadelo de Tony Blair divulgado esta quarta-feira

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Relatório Chilcot: O pior pesadelo de Tony Blair divulgado esta quarta-feira

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O relatório do Conselheiro Privado de Sua Majestade, John Chilcot, é finalmente divulgado esta quarta-feira. Um documento incómodo sobre a participação do Reino Unido na Guerra do Iraque.

A Grã-Bretanha fez parte da coligação, liderada pelos Estados Unidos, que invadiu o Iraque em 2003. Uma decisão baseada na alegada presunção de que o líder iraquiano, Saddam Hussein, possuia armas de destruição maciça, que nunca foram encontradas. Um ataque que aconteceu sem a aprovação da ONU. Tony Blair era, então, Primeiro-ministro.

Espera-se que o relatório esclareça se Blair sabia, ou não, que o argumento, que levou a uma guerra que matou 179 soldados britânicos, era falso. As famílias dos militares esperam respostas:

“Espero que o relatório diga que Blair empolou a questão das armas de destruição maciça, que manipulou tudo o que lhe foi dito para se certificar de que a única solução era a guerra. Espero que seja tudo revelado, mas não é assim tão simples. O relatório tem de ser analisado por alguém que o perceba melhor do que eu, que seja capaz de trazer a lume a verdade, as pessoas dizem que vai ser uma farsa, eu acredito que a verdade está lá”, diz Peter Brierley, que perdeu o filho na guerra do Iraque.

“Essas pessoas, que tiveram um papel essencial e causaram a morte dos nossos entes queridos, com as suas falhas em muitas áreas, ainda têm a possibilidade de nos olhar nos olhos. Eles podem tentar justificá-lo ao mundo, quantas vezes quiserem, mas enquanto não forem capazes de convencer as famílias, as palavras que eles têm para oferecer são vazias e sem sentido”, adianta Sarah O’Connor, cujo irmão foi morto neste conflito.

O relatório foi pedido por Gordon Brown, em 2009, quando era Primeiro-ministro.Acredita-se que Blair, o antigo presidente dos EUA, George Bush, e outros líderes europeus, incluindo o antigo primeiro-ministro português Durão Barroso, sabiam que não havia quaisquer armas de destruição em massa no Iraque e que utilizaram o argumento para justificar a invasão.

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