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Theresa May: Uma "dama de ferro" para o Brexit

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Theresa May: Uma "dama de ferro" para o Brexit

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Theresa May ganhou a batalha para chegar ao n° 10 de Downing Street mas, uma vez no poder, deverá iniciar uma batalha ainda mais difícil: divorciar o Reino Unido da União Europeia.

“Brexit quer dizer Brexit, e vamos torná-lo num sucesso. Não deverá haver expectativas de permanercermos na União Europeia. Mas vamos precisar de um governo que faça sérias reformas sociais, que façam de nós um país que trabalha para todos”.

Foi com este discurso aglutinador e sem ambiguidade que Teresa May tentou tranquilizar o partido conservador, face aos principais concorrentes ao posto de primeiro-ministro: os dois cabeças de cartaz da campanha pela saída, Boris Johnson, o ex-presidente da câmara de Londres; Michael Gove, ministro da justiça, assim como Andrea Leadsom, ministra de Estado e da Energia.

Esta mulher, de 59 anos, ocupou de 1999 a 2010 diversos cargos no governo sombra dos conservadores. David Cameron ao ser nomeado primeiro-ministro quis recompensá-la atribuindo-lhe o cargo de ministra do Interior, que conservou mesmo após a reeleição em 2015.

Filha de um pastor anglicano, Theresa May licenciou-se em Geografia em Oxford e trabalhou algum tempo no Banco de Inglaterra.

Em 2002 torna-se a primeira mulher eleita à liderança do Partido Conservador (2002-2003). Sobressai com um discurso no qual qualifica os tories, na altura muito à direita, de “partido de gente desagradável”- nasty party, o que lhe grangeou muitas inimizades.

Considerada como uma mulher extremamente dificil pelos seus pares, May, enquanto ministra do Interior, tinha-se comprometido a reduzir as quotas de imigrantes a 100 mil por ano, promessa que não conseguiu cumprir.

A nova primeira-ministra do Reino Unido tinha feito campanha pela manutenção do país na União Europeia, mas cumpriu um serviço mínimo, continuando a defender a limitação dos números da imigração, tema de eleição dos pro-brexit. Uma aposta que a tornou credível nos dois campos.

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