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Baton Rouge: Obama apela à unidade nacional "contra a retórica inflamada"

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Baton Rouge: Obama apela à unidade nacional "contra a retórica inflamada"

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O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, pediu aos cidadãos do seu país que não se deixem levar por palavras ou ações inflamadas quando os norte-americanos se preparam para uma intensa campanha eleitoral, antes das eleições presidenciais de novembro.

O presidente disse que ainda se desconhece o motivo pelo qual um atirador furtivo matou três agentes da polícia da cidade de Baton Rouge, no Louisiana (sul), o último de uma série de incidentes envolvendo agentes da polícia, como o massacre ocorrido no passado dia 7 de julho na cidade texana de Dallas, ou as mortes nas mãos da polícia de dois cidadãos negros desarmados, também na cidade de Baton Rouge e na região da cidade de Saint-Paul, estado do Minnesota.

“Devemos dizer, de forma clara, como nação, que nada justifica estes ataques contra os agentes da autoridade”, disse Obama.

O presidente dirigiu-se aos norte-americanos quando falta pouco para a Convenção Nacional do Partido Republicano, onde o polémico Donald Trump deverá ser escolhido oficialmente como candidato da formação conservadora. Trump não tem poupado críticas à forma como as autoridades e o presidente têm vindo a gerir os ataques contra os agentes da polícia.

Obama disse também, nesse sentido, que, agora que começam as Convenções Nacionais dos grandes partidos, os candidatos deveriam concentrar-se num discurso que una o país, em vez de provocar ainda mais divisões.

“Não precisamos de retórica inflamada. Não precisamos de acusações sem qualquer tipo de consideração e feitas apenas com o objetivo de ganhar em termos políticos ou para beneficiar uma agenda política. Temos de moderar as nossas palavras e de abrir os nossos corações, todos nós,” disse Obama.

Obama não se esqueceu de expressar todo o seu apoio aos agentes da polícia, ainda que algumas organizações tenham expressado dúvidas quanto ao apoio do presidente. A Associação Nacional das Organizações da Polícia, (NAPO, pela sigla em inglês) disse, depois do massacre de Dallas, que viviam uma guerra contra os agentes e pediram mais apoio por parte das autoridades políticas federais e “mais recursos para proteger os policias e os civis.”

“Os ataques contra a policia são ataques contra todos nós e contra as leis que fazem possível a nossa sociedade,” disse o presidente.

Obama avisou ainda que, tal como tinha dito depois do massacre de Dallas, assassinos como este não seriam os últimos a tentar destruir a unidade dos norte-americanos e que seria uma tarefa de todos impedir que tal acontecesse.

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