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François Hollande: o Daesh é uma guerra externa e interna e promete que França a vai ganhar

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François Hollande: o Daesh é uma guerra externa e interna e promete que França a vai ganhar

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François Hollande não duvida: a ameaça da militância islamista em França e na Europa é maior do que nunca antes e o futuro depende da unidade.

O Presidente francês assegurou a determinação do governo na luta contra o terrorismo ao mobilizar todos os meios materiais e humanos, com a presença da polícia, da guarda e do exército a um nível nunca atingido durante a V República em todo o país.

François Hollande relembrou que, sob o estado de emergência, juízes, governadores, polícia e serviços secretos têm poderes ampliados para agir. Não deixou porém de referir que reduzir os direitos e afastar-se do que está consagrado constitucionalmente não é o caminho para a luta antiterrorista e enfraqueceria a “preciosa coesão do país”.

Segundo o Presidente, o país deve evitar a controvérsia e a suspeita numa altura em que o país suporta “uma guerra estrangeira na Síria e no Iraque e uma guerra interna que combate a radicalização, persegue indivíduos jihadistas e desmantela redes criminosas, o que continuará a fazer”, assegura Hollande.

O combate estender-se-á no tempo, diz o presidente francês: “Devo-vos esta verdade: esta guerra vai ser longa. É a nossa democracia que está a ser atingida, é esse o alvo e vai ser ela o nosso escudo. É a nossa unidade que faz a nossa força, por isso, franceses e francesas, vamos formar uma barreira e é assim que vamos ganhar esta guerra contra o ódio e o fanatismo.”

Hollande declarou ainda que para além dos católicos de França, todos os franceses, independentemente da sua religão tinham sido atingidos no âmago: um ataque a uma igreja é profanar a república que garante liberdade de consciência.

O arcebispo de Rouen, que foi recebido no Eliseu por Hollande e pelo ministro do Interior, Bérnard Cazeneuve, apelou ao amor cristão, por difícil que seja: “Disseram-nos para amar, e eu digo ‘ama os teus inimigos e reza até por eles’. Quando leio essa frase digo ‘amar os meus inimigos, será possível?’ vou tentar, pelo menos, vou rezar por eles.”

Este foi o último de uma vaga de ataques na Europa com origem no grupo militante extremista radicado no Iraque e na Síria e que se debate com a coligação militar liderada pelos Estados Unidos e de que França é um parceiro importante.

François Hollande terminou a sua intervenção no Eliseu, após o ataque matinal em Saint-Étienne-du-Rouvray, prometendo uma vitória nesta guerra e expressando o voto de “longa vida à República e longa vida à França.”

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