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Extremista do Mali julgado por destruição de património cultural no Tribunal Penal Internacional

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Extremista do Mali julgado por destruição de património cultural no Tribunal Penal Internacional

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Começou a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), com sede em Haia, o jihadista tuaregue do Mali Ahmad al-Faqi al-Mahdi. É o primeiro acusado de crimes de guerra por atentados contra o Património da Humanidade.

Depois da leitura da acusação, esta segunda-feira, al-Mahdi, um dos chefes do grupo Ansar Dine, considerou-se culpado por ter dirigido e participado, em julho de 2012, na destruição de vários bens considerados Património da Humanidade pela UNESCO na cidade de Tombuctu, no norte do Mali. Entre estes encontram-se pelo menos nove de 16 mausoléus de santos muçulmanos e a mesquita de Sidi Yahya, do século XV.

Milhares de manuscritos do Centro de Documentação Ahmed Baba, que, segundo o ministério maliano da Cultura albergaria entre 60 mil a 100 mil documentos históricos, foram também destruídos.

Reduzidos a escombros, os mausoléus de Tombuctu foram reconstruídos pela UNESCO e as obras terminaram em julho de 2015.

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