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Contagem decrescente para a destituição de Dilma

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Contagem decrescente para a destituição de Dilma

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Enquanto no Senado, em Brasília, se esgrimiam os últimos argumentos antes da votação, mais logo, que deve confirmar destituição da presidente, nas ruas de São Paulo, apoiantes de Dilma Rousseff manifestaram-se pela segunda noite consecutiva.

Pelo menos quatro pessoas foram detidas e o sentimento geral é que o destino de Dilma está traçado:

“A nossa intenção não é alterar o sentido dos votos, porque é um jogo em que as cartas estão marcadas. O que queremos é demonstrar que vamos lutar até ao fim por cada direito que nos tentarem tirar. Portanto, vamos ficar nas ruas o tempo que for necessário”, referiu uma manifestante, Juliana de Oliveira.

Segunda-feira, quando se defendeu das acusações de maquilhagem das contas publicas, Dilma repetiu que não cometeu nenhum crime e considerou ser um “ironia da história” estar a ser julgada por muitos que são acusados de crimes graves, nomeadamente de corrupção no escândalo em torno da petrolífera estatal Petrobras.

Para a destituição são necessários os votos a favor de 54 dos 81 senadores e o presidente interino, Michel Temer, está tão convicto do resultado que até já anunciou um discurso à nação logo à noite.

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